terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O visconde que me amava - Julia Quinn


   A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será
Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.
 


   Olá pessoal! Minha última leitura do ano foi um romance histórico da Julia Quinn, terminei ele no comecinho de janeiro, já no final do ano ele conseguiu entrar na lista de "Favoritos de 2016", foi uma leitura muito gratificante, leve, e que me fez suspirar pelo casal!
   Nesse segundo livro vamos conhecer melhor Anthony, irmão mais velho dos Bridgertons, o visconde. Que assumiu a responsabilidade de sua família após a morte de seu pai quando ele tinha 18 anos. É um irmão protetor e responsável, que ama a família, mas que carrega um fardo, um sentimento que o percorre desde a morte de seu pai, e por conta disso leva uma vida de libertino; ele põe na cabeça que não pode e não deve se apaixonar. Apesar disso ele toma a decisão de se casar, o que, claro, causa muita falação na sociedade londrina, que o tem como o melhor pretendente da temporada.
"Não acreditava nem por um segundo que ex-libertinos dessem bons maridos. Nem tinha certeza de que poderia existir um ex-libertino, para começo de conversa." 
   Nessa temporada de 1814 irã participar as duas irmãs Sheffield, Kate e Edwina. Edwina é considerada a mais bonita da temporada e sua irmã Kate a protege dos pretendentes ruins e homens indesejáveis. Enquanto ela mesma não se preocupa em se casar. Quando Anthony decide cortejar Edwina uma guerra entre os dois começa. Ela está decidida em proteger sua irmã do maior libertino de Londres, e ele está decidido em se casar com Edwina.
   Kate é uma moça esperta, inteligente, decidida, carinhosa e com resposta sempre na ponta da língua. As provocações entre os dois é constante, ela implica com ele a todo momento, tentanto afastá-lo da irmã. Duas pessoas que a principio se odeiam, brigam igual cão e gato, discutem, acabam se aproximando e dando um belo romance, bem previsível, mas nem por isso menos interessante e fofo.
"- De fato, eu não deveria provocá-la. Não é muito inteligente de minha parte, não é? O problema, porém, é que simplesmente não consigo evitar. (...) - O que posso dizer? A senhorita desperta algo em mim, Srta. Sheffield." 

   A forma como eles se aproximam não é a mais romântica, mas vai conquistando o leitor, nos fazendo rir, e pensar "não vai demorar muito para esses dois perceberem o quanto estão apaixonados".
"Era a tal centelha. A infeliz centelha que parecia nunca se apagar entre eles. Aquela comichão irritante que ardia sempre que ela entrava num cômodo, ou suspirava, ou esticava o pé. Aquele sentimento insistente de que ele podia, caso se permitisse, amá-la."
   Aos poucos eles vão achar um no outro coisas boas, vão se entender como ninguém nunca os entendeu, vão superar juntos seus medos e anseios, encarar isso com a ajuda do outro. Um romance encantador. E de pano de fundo temos a família Bridgerton, com uma mãe super determinada em casar seu filho mais velho, seus irmãos hilários, que estão sempre aprontando. Achei livro ainda melhor que o primeiro, e nesse também vemos o casal do primeiro livro, a série é ótima, já estou ansiosa para saber o que vai acontecer com os próximos irmãos, principalmente o Colin, que é muito engraçado e debochado! (risos)
   A escrita da Julia Quinn é marvilhosa, faz juz ao sucesso que ela vem tendo, ela escreve de forma que nos faz ficar apaixonados. Ela foi a minha porta de entrada para os romances de época, e desde então quero cada vez mais ler esse gênero encantador.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Espada de vidro - Victoria Aveyard


   Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.



   Olá pessoal! Como vocês estão? Hoje vim falar sobre a continuação de "A rainha vermelha", uma distopia que me cativou bastante e a continuação não foi diferente. Vem saber um pouco mais!
   Depois do que Mare e a Guarda Escarlate fizeram no palácio, eles fogem para encontrar os outro da Guarda. Vamos de encontro a um movimento muito maior do que Mare imaginava, e ela vai contar com Cal, o "príncipe exilado", nessa grande aventura. Isso com certeza não é bem aceito logo de cara pelos outros, como Farley, que trata Cal com desdém e desconfiança.
   Nesse livro Mare, Farley, Cal, Shade, Kilorn e outros que irão aparecer posteriormente irão em busca dos sanguenovos, os que são iguais a Mare e Shade, vermelhos e prateados ao mesmo tempo... Essa busca vai trazer muita adrenalina, emoção, ameaças da parte do novo rei - Maven, super cruel a propósito - que irão mexer com as estruturas desses rebeldes e, claro, com as nossas também.
   Nessa aventura eles vão desafiar pessoas poderosas, lutar por seus ideais, e acima de tudo testar sua coragem, até onde eles vão para alcançar o que querem? Muito longe, vocês podem ter certeza.
"As pessoas sabem meu nome, conhecem meu rosto e meus poderes. Sou valiosa, sou poderosa, e Maven fará qualquer coisa para me impedir de contra-atacar."

   Confesso que a Mare irrita bastante a gente nesse livro, ela passa dos limites, se transformando naquilo que ela sempre temeu e julgou, se achando superior aos próprios amigos por ter poderes prateados mesmo sendo vermelha. Os pensamentos dela em relação ao seu irmão Shade e Kilorn, que sempre foi amigo dela, ás vezes nos assusta, por parecer que não se importa. Mas aos poucos ela entra em uma montanha russa de sentimentos, sendo mais fria em alguns momentos e logo depois só quer proteger seus amigos e irmão. É bastante confuso. Ela se mostra bastante confusa no livro, perdida entre vingança, e a vontade mudar as coisas, mas o que ela faz para alcançar isso é que a transforma... Mas ela irá provar seus sentimentos pelos que ama, só não poderei contar como (risos).
"Tenho medo de estar sozinha mais do que qualquer outra coisa. Então, por que eu faço isso? Por que eu afasto as pessoas que amo? O que há de errado comigo?Eu não sei.E eu não sei como fazer isso parar."
   Nessa busca por sanguenovos e luta pela revolução, Cal e Mare se aproximam mais ainda, ela sente uma grande atração por ele, se sente protegida e uma compreensão e afinidade que não sente com os outros, mas teme o momento que ele a abandone, mas ele nos surpreende ainda mais nesse livro : sendo tão corajoso, forte, inteligente, esperto, protegendo , lutando ao lado de pessoas que nunca pensou que lutaria, lutando uma luta que não é dele. Shade, irmão de Mare também mexe bastante com o leitor, sendo um irmão protetor e preocupado, assim como Kilorn, um amigo fiel, mas que ás vezes se sente um pouco rejeitado ou desvalorizado por ela.
"Ninguém nasce mau, assim como ninguém nasce sozinho. As pessoas se tornam más e solitárias, por escolha e circunstância."
   Eu fiquei completamente presa a esse livro, acreditem ou não, mais empolgante ainda que o primeiro, com muitas emoções e aventuras! A escrita da autora é ótima, nos prende e descreve bem, sem ser chata, pelo contrário, achei a escrita fluida, talvez eu tenha achado isso porque li rápido (risos), são tantas surpresas e reviravoltas durante a história que não conseguia parar de ler. Foi maldade o que ela fez no final, fiquei indignada de como acabou o livro e simplesmente não sabemos ainda quando sairá a continuação. Vou morrer de curiosidade! Mas vale muito a pena, adorei essa revolução, apesar dos momentos de indignação, o livro é ótimo e super recomendo. Mas já alerto: preparem os corações!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Razão e sensibilidade - Jane Austen

 Este foi o primeiro romance de Jane Austen. Publicado em 1811, logo recebeu reconhecimento do público, Razão e Sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e a sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos na busca por um final feliz.
   Olá! Tudo bem com vocês? Terminei aquela edição especial da Jane Austen, o último que faltava era Razão e sensibilidade; Orgulho e preconceito, Persuasão já tem resenha aqui no blog. E tenho que admitir mais uma vez que sinto certa dificuldade ao ler os livros dela, por conta da linguagem, então a leitura acaba sendo um pouco mais arrastada, mas valeu a pena insistir.
   Nessa narrativa vamos ter foco nas irmãs Dashwood, Marianne e Elinor, e claro também no romance, mas a autora deu bastante foco nas irmãs e suas relações. Depois que seu pai vem a falecer elas duas, a mãe e a irmã mais nova, Margaret, irão se mudar para que seu meio irmão tome posse da casa em que moravam, e irão se mudar para um lugar um tanto distante de onde moravam, o que a princípio as deixa tristes e desamparadas, porém ao chegarem ao novo lar, tem suas esperanças renovadas, por um lar aconchegante, vizinhos tão hospitaleiros, novos círculos de amizade, e etc.
   Um belo dia, enquanto as irmãs passeiam em um dia ensolarado pelas redondezas para conhecer melhor o local, Marianne escorrega e torce o tornozelo, e aí, como num conto de fadas... O príncipe aparece de cavalo e tudo mais! A cena é muito romântica, ele chega, como um galã, super gentil e faz questão de socorrer a menina que se machucara e a leva para casa. Promete voltar a visitá-la e realmente retorna, para o prazer de todas da casa, que são todas suspiros por esse rapaz chamado Willoughby. Marianne e ele começam um romance de dar gosto, tão apaixonados e tanto em comum. Porém sua irmã Elinor teme por tanta afeição crescendo tão rapidamente entre os dois.
    E logo será possível ver que Elinor tem razão. Porém ela mesma não está com o coração a salvo, já que quando saiu de sua antiga casa deixou um amor, por quem esperava que a visitasse, visita essa que vem demorando demasiadamente. Elas são convidadas pela srª Jennings, uma senhora conhecida delas, a passarem um tempo em Londres com ela. Marianne acha isso bastante conveniente já que é lá que seu amado se encontra no momento, e Elinor vai também para que sua irmã tenha alguém da família por perto.
   Vamos vendo os príncipes se transformando em sapos, fiquei extasiada com os acontecimentos e revelações. Noivados as escondidas, farsas, e corações partidos por todos os cantos! Esse livro tem muita emoção e decepções amorosas, mas também terá um final digno de conto de fadas. Apesar dos pormenores, os caminhos certos se encontram. E é possível entender com clareza o título, Elinor, quando passa por suas decepções amorosas é tão controlada e sensata, sabe como lidar com as situações, de guardar os sentimentos e cuidar de sua irmã, que ao contrário dela é toda drama, choro, não segura um sentimento se quer dentro de si, logo se apressar em demonstrar e colocá-lo para que todos vejam!
   Adorei a história, apesar da narrativa mais devagar, consegui sentir essências, personalidades, sentimentos, e também consegui me identificar um pouco com Elinor, que muitas vezes inibe seus sentimentos para não preocupar as pessoas. Achei ela uma personalidade forte se comparada com outras da própria história e de outras da própria autora, e isso chamou bastante minha atenção e me cativou bastante. Se pensam em largar uma história porque está arrastada, tente dar mais uma chance, eu dificilmente abandono um livro sem dar uma segunda chance, e dou esse conselho a vocês também, vale muito a pena!
       

domingo, 13 de novembro de 2016

Essa luz tão brilhante - Estelle Laure

 
O pai dela surtou e foi internado. A mãe disse que ia viajar por uns dias e nunca mais voltou. Wren, sua irmãzinha, parece bem, mas já está tendo problemas na escola. Lucille tem só 17 anos, e todos os problemas do mundo. Se não conseguir arrumar um emprego para pagar as contas e fingir para os vizinhos que está tudo em ordem, pode perder a guarda da irmã. Sorte a dela ter Eden, uma amiga tão incrível que se dispõe a matar aulas para ajudá-la. Azar o dela se apaixonar perdidamente justo agora, e justo por Digby, o irmão gêmeo de Eden, que é lindo, ruivo... mas comprometido. Essa luz tão brilhante é a história de uma garota que descobre uma grande força dentro de si enquanto aprende que a vida e o amor podem ser imprevisíveis, assustadores e maravilhosos – tudo junto e misturado.
   





     Olá pessoal! Como vocês estão? Eu sei, eu sei, estou sumida, peço desculpinhas por isso, e dizer que estava morrendo de saudade de resenhar e de interagir com vocês! Bem, Essa luz tão brilhante, foi um livro que li tão rápido, e apesar de abordar alguns temas mais densos, achei a leitura bem fluída e leve. 
   Lucille se vê em uma situação que faria qualquer pessoa desabar: seu pai está internado porque surtou e sua mãe simplesmente saiu e não voltou mais deixando ela e a irmã mais nova por conta própria. Apesar disso vejo Lucille sendo forte e encarando isso de uma forma que talvez eu não encararia. 
   Logo ela percebe que precisa de um emprego para sustentar ela e Wren, sua irmãzinha que nos encanta e ganha nossos corações. Ainda por cima ela anda meio que em uma paixonite pelo irmão gêmeo (Digdy) de sua melhor amiga (Eden). O maior problema é que ele tem namorada e como isso pode dar certo, não é? 
   A amizade de Lucille e Eden é muito bonita, apesar de Eden ser meio "doidinha", se mostra prestativa e solidária com a amiga. 
   Lucille arruma um emprego em lugar que nunca se imaginou trabalhando, mas sabe que é preciso para pagar as contas de luz, telefone, comprar comida e etc. E acaba se surpreendendo com as amizades que acaba por fazer lá, totalmente inesperadas. 
   Um mistério surge no meio disso tudo, um anjo, como ela e Wren costumam chamar, enche os armários de comida, cortam a grama e fazem generosidades anonimamente, quando elas não estão em casa. 
"(...) Memórias escapam, sabe, se a gente não achar um jeito de fazer com que elas permaneçam. (...)"
   "Essa luz tão brilhante" não foi um dos melhores livros que li, nem um dos piores, eu achei que poderia ter sido mais profundo se tratando de um tema assim, com crise familiar, duas meninas sozinhas e tudo mais. Mas talvez essa tenha sido a intenção da autora: não aprofundar tanto. E o modo como o livro acabou, eu fiquei perdida, achei que tinha alguma página faltando no meu livro! Então fiquei sabendo que tinha continuação (risos), e admito que estou muito ansiosa para saber o que vai acontecer de agora em diante. Mas como eu disse, não foi um dos melhores e não mexeu tanto comigo quanto eu achei que iria acontecer, talvez minhas expectativas estivessem altas demais. Em relação ao romance criado, achei um pouco fraco, ainda mais por ter uma terceira pessoa incluída nesse meio, mas talvez as coisas mudem na continuação. 
(...) Explique qual é o objetivo de viver se você não estiver disposta a lutar pelas verdades do seu coração, a correr o risco de se machucar."
   Beijos pessoal!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Melancia - Marian Keyes

 "Melancia" é um romance sobre a arte de manter o bom humor mesmo nos momentos mais adversos. Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais de gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e os contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa.
 Olá pessoal! Como vocês estão? Andei meio sumida mas estou de voltaaa! Trazendo resenha de Melancia. Estava para ler esse livro há bastante tempo, sempre me recomendavam, e aí minha amiga me emprestou e finalmente li.
   Todo mundo me falava que eu ia rir demais, que o livro é comédia pura e etc, mas tive uma impressão um tanto diferente. Sim, temos momentos engraçado sim! Mas pelo menos eu não consegui achar tão hilário (me julguem kkk). Apesar disso gostei bastante do livro, da mensagem que ele me trouxe, do aprendizado, e de ver o crescimento emocional e pessoal da personagem.
   Claire foi abandonada por seu marido após dar a luz, e quando digo após dar a luz, é realmente após! James (marido de Claire) não olhou sua filha que acabara de nascer, nem se deu ao trabalho. Desculpem meus excessos mas tive muitos sentimentos expressos por James e vocês podem imaginar que sentimentos são esses, não é?
   Me peguei imaginando que teria feito Claire para que fosse abandonada de tal maneira. Aos poucos vamos ficando cada vez mais cientes do que aconteceu e vai ficando pior: James teve um caso com a vizinha deles. E Claire, totalmente desamparada e despreparada como mãe de primeira viagem, corre para os braços de seus pais que moram em Dublin. Onde ela será recebida de braços abertos por sua família super barulhenta, principalmente se tratando de sua irmã Helen.
"Meu Deus, que bando de neurótico! 
Eu era tão normal, comparada com o resto da minha família."
"Desejei ser ainda um bebê, para que minha mãe pudesse segurar - me e me fazer sentir segura de que tudo ia dar certo."
   Ela entra em um momento muito difícil, fica definitivamente na fossa, se priva até mesmo de tomar banho! É como se estivesse em uma depressão pós-parto, e ela nem mesmo escolheu o nome de sua filha ainda, trata todos com certa ignorância, está descuidada de seu corpo, que está bem gorducho por assim dizer, ela simplesmente se entrega a tristeza.
"A dor da perda que sentia era grande demais para me deixar dormir. E eu queria, desesperadamente, dormir. Qualquer coisa para deter aquele sentimento."
"O único problema com relação à cura com o passar do tempo é que ela demora um bocado."  
   Quando um dia leva uma "sermão" de seu pai, ela vai caindo na real, tomando ciencia de que não pode continuar assim, que um dia ela terá de levantar e retomar sua vida, até toma banho e passa um pouco de maquiagem! Exatamente neste dia, sua irmã Helen leva uma visita masculina para o jantar, não uma vista qualquer, mas o belo, alto Adam! De cara, ficam todos hipnotizados com essa figura inesperada no jantar. Mas ele não é apenas bonito, é educado, gentil, e aí vocês já podem ver o que vai se seguir não é mesmo?!

   Esse "romance" no início parece clichê, mas as coisas vão tomar um rumo diferente, não por conta deles, mas sim por um contato inesperado de James, depois de tanto tempo sem dar notícias, sem nem sequer ter ligado para saber de sua filha. Nesse momento as coisas vão descarrilhar, vão ficar mais tensas e nos vamos ficar nervosos! Gente, vocês não sabem a raiva que senti de James, até mesmo da Claire em alguns momentos. James assume uma personalidade repulsiva. Não posso falar muito moas para não soltar spoilers (risos). Mas posso dizer que minha raiva da Claire passou, porque pude ver o crescimento pessoal dela, a diferença dela no começo do livro e no final, ela se tornou uma pessoa mais forte e eu adorei isso! Fiquei tipo: UAU, sua maravilhosa!!!
" - Ninguém sabe o quanto é forte, até precisar ser." 
   A escrita de Marian é bem dinâmica e ao mesmo tempo não (desculpem a contradição kkk), a autora parece conversar com a gente em praticamente todos os momentos, mas alguns momentos eu ficava "entediada" porque queria saber logo os diálogos mas ficava enrolando com pensamentos da personagem, mas de certa forma entendo que é necessário, só poderia enrolar um pouco menos. Mas no geral eu gostei muito, principalmente do crescimento pessoal da Claire, vamos vê - la se reerguer, tomar as rédeas de sua vida e se tornar uma mulher mais forte!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Notícia sobre "Always and forever, Lara Jean" da Jenny Han

   Olá pessoal! Hoje vi em um site de notícias sobre o terceiro livro "Always and forever, Lara Jean", que será lançado em 4 de abril aqui e nos EUA, conclusão da trilogia "Para todos os garotos que já amei" e estou muito empolgada, ansiosa, comovida (risos). E isso se deve pelo fato de ter visto a capa, fofa e meiga, do livro e porque junto com ela tinha uma entrevista com a Jenny Han! 
   Na entrevista, perguntam porque ela guardou em segredo o terceiro livro e achei tão legal o que ela respondeu: " I kept the book a secret because I wanted to be sure I could do it, and I also wanted to be sure there was still more story to tell. I worked on Always and Forever, Lara Jean for a few months before I breathed a word of it my editor or agent. There’s something so delicious about holding onto a secret; it’s something just for you. I wanted to keep it mine for as long as I could."
Tradução : "Eu guardei esse livro em segredo porque eu queria ter certeza que poderia fazer isso, e também queria ter certeza que tinha mais história para contar. Eu trabalhei em Always and forever, Lara Jean por alguns meses depois de falar uma palavra sobre isso com meu editor ou agente. Tem algo delicioso sobre guardar um segredo; é algo só para você. Eu queria guardar isso para mim o máximo que eu pudesse."
   Por algum motivo achei isso fofo, porque percebe-se que ela realmente se envolveu com a história, o restante da entrevista mostra mais ainda isso. Pareceu algo pessoal demais e uma coisa carinhosa da parte dela.
   E também perguntaram o que ela sentiria falta sobre o mundo da Lara Jean, ao que ela respondeu: 
"I will miss the coziness of the house and of the family. I’ll miss the starry-eyed way Lara Jean looks at the world. I’ll probably miss Kitty most of all."
Tradução: " Eu vou sentir falta do conforto da casa e da família. Sentirei falta do olhar sonhador da Lara Jean sobre o mundo. E provavelmente sentirei falta da Kitty mais que de todos." 
   E se essa pergunta fosse feita a mim, mesmo antes de ler o último livro, sei que vou sentir muita falta do amor da família, da relação que vemos entre eles, desse mundinho da Lara Jean! E vocês, o que sentirão falta?
   E aqui vai a capa do livro, que achei uma fofura! 
   A resenha do segundo livro "P.S. Ainda amo você" vocês podem ver aqui no blog. Do "Para todos os garotos que já amei" não tem mas no momento estou relendo (para matar a saudade risos) e posso fazer logo em breve. 
   A entrevista completa com a Jenny Han está neste site, está em inglês, a tradução aqui do blog é minha, espero que esteja tudo certinho (risos). 
   Me contem o que acharam da notícia, da capa e etc. 
  Abraços pessoal e até logo!

sábado, 3 de setembro de 2016

Persuasão - Jane Austen

  O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. "Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança.
  Aí aí Jane Austen, querida, você me surpreendeu! "Persuasão" foi uma adorável surpresa que me fez entender mais ainda porque a Jane Austen é tão aclamada. Eu gostei bastante de "Orgulho e preconceito" mas por algum motivo essa segunda obra foi que firmou meu apreço pela autora, talvez porque desta vez estava um pouco mais familiarizada com a escrita, e etc. Consegui me aproximar mais dos personagens e me envolver com essa história de amor! 
   Anne Elliot é moça doce, gentil, atenciosa e sensata; essas características, principalmente a sensatez, a difere de seu pai e de sua irmã Elizabeth. Os dois são esnobes, bastante preconceituosos, e têm uma característica comum a muitas pessoas naquela época, que era ter preconceito com as pessoas sem títulos ou de famílias menos favorecidas. 
   Após oito anos sem ver Frederick Wentworth, seu antigo amado, com quem quase se casara no passado, não fosse a influência de sua família, principalmente da Lady Russell (amiga íntima da família, mais de Anne), eles finalmente são reunidos novamente e o resultado disso é muita apreensão, insegurança. Anne fica se perguntando como agir na presença dele, como será esse reencontro, temendo a todo tempo a sua presença. Porém quando são reunidos com em um círculo de amigos muito agradáveis a Anne, eles começam a relaxar na presença um do outro e até a sentir certa simpatia. 
   Frederick é capitão da Marinha, e nesse reencontro com Anne ele se mostra um completo cavalheiro, apesar das magoas do passado. Ele é bondoso, mostra compaixão e simpatia na presença de Anne e para com ela. Ele em parte da história tenta seguir a vida, cortejando uma amiga em comum com Anne e de sua irmã Mary, porém logo a história se desfaz com alguns pormenores desagradáveis e que surpreende a todos. Sendo assim, ele mostra que em nenhum momento estava apaixonado por Louisa (moça em questão). E deixa ainda mais claro seus sentimentos por Anne. 
“Haviam-se passado oito anos, quase oito anos, desde que tudo fora desfeito. (...) O que oito anos não podiam fazer? Acontecimentos de todos os tipos, mudanças, alienações, transferências (...) com todos esses raciocínios, ela descobriu que para os sentimentos tenazes oito anos pouco mais são do que nada.”
    Sr. Elliott é primo de Anne e volta a se relacionar com a família por motivos desconhecidos que mais tarde serão esclarecidos, porém um boato de que ele e Anne estavam para ficar noivos causa ciumes no Capitão Wentworth. E Anne o que pensa disso? Primeiramente ela fica estonteada de felicidade por perceber os sentimentos dele para com ela e depois fica aborrecida com seu primo por sua inconveniência. 

   Mas em um momento desesperado de saber os sentimentos de sua amada, Frederick vai tentar esclarecer tudo, e será fofo, lindo, coisas simples que nos fazem suspirar. O romance é meigo, um amor que resiste ao tempo, que resiste e enfrenta os obstáculos de preconceitos dos familiares, e que deixa a gente sonhando acordada. 
   Nessa obra tem uma grande ênfase nos costumes do século XIX, onde podemos ver com bastante clareza como era importante ter posses, um título, ser de uma família importante, e etc. Algumas pessoas dão mais importância à essas características do que outras. O pai de Anne é com certeza do tipo  que dá muito importância, o que parece dificultar um pouco o romance, porém o amor consegue vencer muitas batalhas e obstáculos, resistir e se manter cada vez mais forte.