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terça-feira, 14 de maio de 2019

Contumélia - Lilian C. Peixe

   Inês é uma jovem desesperada!
   Ela completou 16 anos e D. Constância, sua madrinha com quem ela mora, decidiu que ela precisava de um noivo. O problema é que, miseravelmente, D. Constância escolheu um pretendente absolutamente intragável, o Sr. Macedo. 

   Agora a única esperança de Inês, para não acabar casada com alguém que ela não suporta ou ir para um convento, é o súbito interesse que Henrique, um velho amigo da família, passou a demonstrar por ela. Contudo, ela não sabe se as intenções dele são realmente sérias e antes que possa descobrir, é enviada numa viagem inesperada para o noivado de sua prima Cecília em Petrópolis.
Assim, em meio ao burburinho causado pelo misterioso assassinato do barão de Araribá em Paraíbuna, Inês e sua espirituosa companheira Teresa acabarão envolvidas em inusitadas e perigosas aventuras. 



   Contumélia foi um livro que me pegou de surpresa, não estava com grandes expectativas, porém como vi resenhas positivas, decidi ler e acabei sendo envolvida nessa história. 
Inês Martins é uma mocinha de 16 anos, ela mora com a sua madrinha, que anda importunando-a para se casar com o insuportável Sr. Macedo; o pouco que ele aparece no livro já nos deixa com raiva desse personagem presunçoso e arrogante. 
   Nesse mesmo tempo, Henrique Azevedo, amigo da família começa a transparecer um interesse repentino por ela, que apesar de não sentir nada de especial por ele, acha que é uma esperança mais feliz do que ir para o convento. 
   Sua madrinha, para evitar a aproximação de Inês com o Sr. Azevedo a envia para uma viagem para Petrópolis para visitar seu tio e prima (que irá noivar em algumas semanas), junto com sua mucama Teresa - uma personagem muito importante, por ser também melhor amiga da nossa mocinha - onde elas irão ter muitas aventuras como nunca antes. Amei a amizade de Teresa e Inês, podemos sentir a força desse companheirismo.
O que não citei antes é que está sendo investigado o assassinato do barão de Araribá, que foi morto em uma casa de má reputação; e mais importante ainda: o principal suspeito por este crime é o nosso mocinho - André! 
   Quando nossos mocinhos se encontram no trajeto de Inês a Petrópolis, tudo muda! Inês e Teresa vão acabar se envolvendo em muitos perigos junto com André (e põe perigo nisso!). Elas correm até risco de vida por esse envolvimento, mas mostra a Inês coisas que ela nunca havia imaginado viver. 
   O romance é fofo, e é agoniante ao mesmo tempo por ser um amor proibido e os dois sabem disso, mas o sentimento é mais forte e inevitável. E a gente só torce para no final eles conseguirem de alguma forma ficar juntos.  
"- O que foi? Não há encanto maior do que o do amor proibido. A troca secreta de bilhetes, as poesias colocadas embaixo da porta, as rosas deixadas diante do portão. É maravilhoso, não é? A emoção, o coração disparado, a loucura de acreditar que nada ficaria entre nós e a certeza cega de que eu não poderia sobreviver se não ficasse com ele."
  
   A narrativa é intercalada entre Inês, Teresa e André, e foi um ponto muito positivo já que podemos saber mais o que cada um está sentindo e o ponto de vista deles!
   Algo que gostei bastante também foi por ser um cenário nacional, em alguns momentos pudemos curtir a descrição de pontos importantes da nossa história pela autora e acho que isso enriqueceu o livro! 
   No início senti um pouco de dificuldade para entender os personagens coadjuvantes, por serem muitos sobrenomes e envolvimento no assassinato, porém talvez tenha sido uma percepção minha mas não falta de explicação da autora. O final é surpreendente apesar de rápido mas senti que finalizou de uma forma aconchegante e tranquilizadora para nós leitores! 
   Indico para quem quer uma leitura rápida, já que é um livro curtinho, e que goste de romances de época nacional; além disso é ótimo para quem quer começar a ler este gênero, pois é leve e ao mesmo tempo muito interessante e repleto de aventuras, romance e ainda de bônus história nacional.
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Era uma vez no outono - Lisa Kleypas


       A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?



     

     Uma mocinha bem teimosa, mal-educada e sem papas na língua, temos então, no segundo livro da série As quatro estações do amor, Lilian Bowman! 
        Mas não vamos ser maldosas, nossa mocinha também é cheia de qualidades, entre elas a sua força, sempre decidida, uma mocinha que inspira e  passa uma mensagem de que não temos que concordar com tudo coisa nenhuma! (risos)
          Lilian com todas essas características, e também de origem americana, é integrante das Flores Secas, conhecemos elas no primeiro livro da série; e nessa temporada é a vez de Lilian arranjar um pretendente, o que não será nada fácil por sofrer certo preconceito social; apesar de seu pai ser muito rico, empresário dono de um empresa em NovaYork, os aristocratas não aceitam muito bem aqueles que não têm títulos como eles.  Já o nosso mocinho Marcus Westcliff, ou conde de Westcliff, é um inglês aristocrata, com uma linhagem mais antiga do que é possível imaginar, um homem que não entende o casamento como algo relacionado com sentimentos e sim como um acordo. Marcus teve uma infância difícil, vamos descobrindo isso ao longo do livro, e entendemos porque ele pensa e age dessa forma. 
“A vida de Marcus havia sido moldada por rígidas expectativas e obrigações - e a última coisa de que ele precisa era distração. Ainda mais na forma de uma garota rebelde. “

       Lilian e Marcus são como cão e gato, ódio à primeira vista... ou não. Sabemos que por baixo da teimosia dos dois existe um sentimento que vai tomando conta aos poucos. A cada briga vemos eles enxergam um ao outro, como realmente são, além do que eles têm na cabeça; ele vê Lilian como uma mal- educada, desgovernada e ela vê Marcus como uma homem frio, arrogante e que odeia diversão. E, é claro, vão descobrir que estão muito enganados.
      É lindo ver um mocinho que parece tão sem sentimentos se mostrando tão zeloso, cuidadoso, protetor, nos deixa suspirando, e uma mocinha tão teimosa se rendendo ao amor.
“Medo de você? – disse Lillian sem pensar. – Meu Deus, eu nunca teria. Westcliff inclinou a cabeça dela para trás e a encarou, e um sorriso se espalhou lentamente pelo seu rosto. Não, não teria – concordou. – Você seria capaz de cuspir no olho do demônio, se quisesse.”

          As Flores Secas tem sua participação especial no livro, assim como a irmã de Lilian que também está no grupo, é lindo ver o companheirismo das duas em todos os momentos. 
A superação de preconceitos e de mágoas do passado é encantador, pois traz uma mensagem de esperança de que nem tudo é aquilo que pintamos na nossa cabeça, e sim algo maravilhoso que está “escondido” talvez pelos nossos próprios preconceitos. 
     O final do livro já deixou um gostinho de quero mais para o próximo volume com a terceira mocinha Evie, e já estou doida para continuar. A série em si trata de muitos assuntos interessantes, e nos dois primeiros foi bem claro que a autora quis fazer críticas à aristocracia inglesa e toda sua pompa. Série linda e fofa, recomendo bastante, ainda mais como admiradora dos romances de época.   
     A resenha do primeiro livro já tem aqui no blog! 




segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Volte para mim- Paola Aleksandra


Sinopse: Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a jovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido.
Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás.
Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.


           Inspirador para mim é a palavra que chega mais perto da definição desse livro; foi a emoção que mais senti durante a leitura. Minhas expectativas estavam bem altas já que esperei bastante pelo livro da Paola, já leio o blog dela há bastante tempo e mal podia esperar para ler o seu primeiro livro e não me decepcionei nem por um instante.
         Brianna Hamilton é a nossa protagonista, uma mocinha cheia vontade de descobrir mais sobre a vida, sobre ela mesma, cheia de coragem, e que nos inspira demais. Desde pequena ela sonha em conhecer a terra natal de sua mãe - a Escócia - que permeia as histórias lindas que ela conta da sua infância para as filhas. Depois de uma descoberta que abalou seu coração, Brianna resolve fugir para a Escócia em uma jornada de auto-conhecimento e para descobrir onde é seu lugar no mundo.
“Todos carregamos culpas e ressentimentos. Quando alimentamos a dor, ela cresce, nubla nossa visão e torna nossos dias mais e mais solitários. Mas, quando aliviamos o fardo, seja perdoando o passado ou compartilhando nossos medos com alguém que amamos, a vida fica mais leve. Os problemas, as dores e as mágoas sempre existirão. Assim como nossa capacidade de superar as dificuldades da vida e seguir em frente.”
        Voltando depois de 11 anos, ela terá de se reconciliar com sua família, seu melhor amigo Desmond, perdoar e pedir perdão, recomeçar ao lado daqueles que tanto ama. Pode não ser uma jornada tão fácil descobrir quanto todos sofreram com sua partida, mas com certeza o amor pode dar uma chance de perdão e cura.
        É importante dizer que o romance tem uma parte especial e necessária, mas que o foco não se encontra nesta âmbito e sim no crescimento pessoal da protagonista, porém é bonito ver como o amor dos dois vai superar as coisas do passado, apesar dos maus entendidos e das mágoas, eles irão encontrar juntos o recomeço que o coração deles anseia.
“Tudo depende de uma única escolha: prender-se ao passado ou lutar por um novo futuro”. 
“— Ora, milady, não tenha fé no futuro, mas no amor que a trouxe até aqui. Nenhuma força no mundo é capaz de destruir aqueles que se amam verdadeiramente.”
        Uma relação que achei muito bonita foi de Brianna e de sua irmã Malvina e de como foi essa reconciliação, como diz a Paola: "me deixou com um sorriso bobo no rosto" rs. Outro ponto que me agradou MUITO foi a riqueza de detalhes, das flores, da floresta, das cores, e etc,  foi um dos pontos que me deixou com uma quietude no coração, imaginar aquele lugar, aquela paisagem, aquele lar. Eu amo descrição, amei a descrição dos lugares e de tudo, mostra o quanto nossa autora estava escrevendo com amor e inspiração.
         Ver a personagem recomeçando sua vida ao lado da família, seu crescimento pessoal e vê-la descobrindo seu lugar é lindo e nos mostra a força da mocinha, de encarar o que vier sem perder sua delicadeza e amor.
          A leitura flui muito bem, eu acho que leria até mesmo a lista de compras da Pah, de tanto que amo o que ela escreve! (risos) Acompanho ela a alguns anos e estava muito ansiosa para ler o livro e não consigo dizer quanto amei, o quanto foi inspirador para mim (como disse inspirador é a palavra). Paola está de parabéns pela sua estréia e que venham outras histórias tão lindas quanto esta; histórias que carregam um pouco dela e que mostram o que ela tem para oferecer que é muita fé, amor, amor á família, amor pela escrita, enfim. Que experiência maravilhosa foi ler Volte para mim!
"... uma casa é construída com pedras e madeira, enquanto um lar é edificado no amor e no respeito."
Paola Aleksandra em sua primeira Bienal do livro como autora


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Para Sir. Phillip, com amor - Julia Quinn

                   Para Sir Phillip, Com Amor - Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.
                Em Para Sir. Phillip, com amor, vamos conhecer mais um membro da família Bridgerton, Eloise, e sua história de amor...  
        O relacionamento entre Eloise e Sir. Phllip começa em uma inocente troca de cartas quando a esposa de Phillip morre, porém eles continuam se correspondendo por mais um ano, conhecendo um ao outro. Phillip convida Eloise para passar um tempo com ele em sua propriedade, para verem se poderiam se dar bem como um casal; na verdade no início parece bem estranho, até mesmo para Eloise, mas ela vai mesmo assim (escondida de sua família), pois ela sente que pode achar nele o que nunca viu em outros pretendentes.
     Mas as primeiras impressões não são nada boas, pois Eloise vai se deparar com um homem rude e não tão sensível quanto parecia, mas a maior surpresa é quando ela descobre que ele tem filhos! Gêmeos! Que por acaso ele esqueceu de mencionar em suas cartas (risos).
        Ela não é do tipo de mulher que foge de nada, portanto fica para conhecer melhor ele e as crianças que parecem bastante necessitadas de atenção do seu pai e disposta a ajudá-los. 
" Os sonhos dela não passavam disso: sonhos. Ilusões, coisas que criara. Se ele não era quem esperava, a culpa era só dela. Vinha ansiando por algo que nem mesmo existia." 


      Nesse livro é abordado um tema que gostei bastante, que foi esse relacionamento de pai e filhos, de como Phillip é ausente e distante na vida dos gêmeos, e como isso reflete no crescimento deles, e como no final isso é superado de forma tão bonita. Outro ponto também é por se tratar de um recomeço, principalmente para ele, além do relacionamento com os filhos, mas também porque ele vai descobrir que encontrou algo mais do que uma madrasta para seus filhos ou uma administradora para a casa, o que era a intenção dele inicial ao se casar com Eloise. Ele vai redescobrir o que é o amor, o que é ter um relacionamento baseado em companheirismo, o que é ter uma família de verdade; sua falecida esposa era muito depressiva e muito distante, isso deixou marcas na vida dele que Eloise com tudo que aprendeu com sua família pode mostrar a ele que é possível superar. Existem muita superação nessa história, sobre amor, família, e descobrir que se pode ser feliz de verdade apesar do passado.
"Não era apenas aquele momento, o fato de o filho querer sua companhia para um rito de passagem masculino. Oliver já tinha implorado para estar junto dele antes. O fato era que era a primeira vez que Phillip se sentia preparado para dizer sim, confiantes de que, se fosse, faria e diria a coisa certa."  
     O romance não foi na minha opinião dos melhores, apesar de no final ter me deixado com aqueles coraçõezinhos nos olhos (risos). No início a gente sente até um ranço pelo mocinho, mas vê-lo superar tudo e formarem uma linda família, é recompensador, e vemos que toda a história valeu a pena!  
" E então ela pensou... Era por aquilo que vinha esperando a vida inteira? [...] Aquela sensação de conforto e bem-estar, companheirismo, de se sentar ao lado de alguém em uma carruagem e saber com cada fibra do seu ser que aquele era seu lugar."
            A série: 


        

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Os segredos de Colin Bridgerton

                          Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente. No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz. Em Os segredos de Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.

               Um dos livros mais esperados da série dos Bridgertons, com nosso queridinho e charmoso Colin, que encanta toda a sociedade londrina com seu charme, seu jeito despreocupado, e que arranca suspiros por onde passa. Nesse livro temos dois personagens queridos e bastante falados nos outros da série: Penelope Featherington e Colin Bridgerton.
          Penelope vive nos cantos dos salões de bailes, já é uma solteirona convicta, até mesmo sua mãe já parou de tentar arranjar casamento para ela, o que a deixa bastante aliviada por não ter que usar mais as roupas escolhidas por sua mãe. É amiga da família Bridgerton há anos, e mantém um amor escondido por Colin também por muito tempo; apesar de não ter esperanças, se sente feliz em ser amiga dele.
        Colin vive viajando pelo mundo na tentativa de preencher um vazio que sente; sendo um Bridgerton é estranho que ele se sinta assim, com uma família tão amorosa. Porém no decorrer das páginas é possível entendê-lo, compreender seus sentimentos, e o que falta em sua vida. Quando retorna de uma de suas viagens, Penelope descobre um segredo dele, que a deixa encabulada, e que acaba por mudar o relacionamento dos dois: Colin começa a percebê-la de verdade, olhar para a mulher que se tornou, e se perguntar como nunca percebeu como ela incrível, inteligente, linda, e como ninguém parecia perceber isso.
      Assim, começam a se encontrar com mais assiduidade, e Colin vai descobrindo aos poucos o que sente realmente por Penelope, em alguns momentos ele parece não entender o que está acontecendo em relação aos seus sentimentos sobre ela, mas sabe que algo aconteceu, que algo nele mudou em relação a ela.
    Foto: Blog Livros & Fuxicos (sou fã assumida rs).
            É lindo ver como o sentimento cresce e se transforma, ver o desenvolvimento pessoal de Penelope, de como ela nos surpreende ao longo do livro, e como surpreende! Mas vê-la mostrando suas várias facetas, sua inteligência e esperteza , depois de tanto tempo sendo subestimada, sempre ignorada pela sociedade, e até mesmo subestimada pela sua própria mãe, algo que foi de certa forma doloroso de ler, pois a gente quer que todos enxerguem ela como ela é.
        Foi uma leitura gostosa, extremamente surpreendente, que no final nos deixa com aquela esperança de que finais felizes existem, e que a vida pode sempre nos pegar de surpresa. Gostei muito do que aconteceu com Colin no final, com a realização de um sonho, que ele nem mesmo sabia existir, e também como Penelope está inserida nisso, apoiando-o, encorajando-o, e tornando tudo possível.
       Queria dizer também que nesse livro temos uma grande revelação da série, algo que nos aguça desde o primeiro livro, e que é revelado; eu fiquei muito empolgada com o livro também por conta disso, pois tornou tudo mais instigante. Assim, finalizo mais uma resenha de um livro da Julia Quinn recomendando a autora e essa série tão linda, que a cada livro nos faz querer conhecer mais esses personagens criados pela autora e fazer parte dessa família barulhenta e amorosa.

          A série:

lJ

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Um perfeito cavalheiro - Julia Quinn

  Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

   Vamos mergulhar em uma linda recontagem de Cinderela... mas não, não é de autoria da Disney, e sim da nossa querida Julia Quinn. Essa autora nos faz enxergar de uma forma diferente, olhando de verdade para os sentimentos da protagonista, enxergando a fundo os sofrimentos que ela passa por ser uma filha bastarda, que precisa conviver com uma madrasta sem escrúpulos e uma sociedade preconceituosa. Apesar da semelhança com o conto da Disney, existem algumas divergências que fazem com que a gente abra os olhos.
   Sophie é filha bastarda de um nobre, com 3 anos ela é entregue ao pai, que não admite que ela é sua filha, porém os olhos esverdeados da menina muito parecidos com o pai o denunciam. Ele a trata como sendo sua pupila e permite que viva em sua casa, seja alimentada, vestida, educada de forma respeitável, porém nunca amada como uma filha de verdade. Quando seu pai se casa a menina vê no fato uma chance de finalmente pertencer a uma família e se aproximar do pai. Mas o que acontece é bem diferente. A menina é mais afastada ainda mais  por sua madrasta e ignorada pelas duas filhas dela.
   Assim os anos se passam. Quando o conde vem a falecer tudo muda para a pobre menina. Antes Sophie tinha direito a dignidade de ser educada, bem- vestida... Agora serve de empregada para as três mulheres da casa. Ainda assim Sophie é uma moça doce, gentil, adorada pelos outros criados da casa. Araminta, sua madrasta, não apenas a faz de empregada, mas grita a todo momento com ela, não paga um salário por seus serviços - que por acaso não são poucos - resumindo, é como uma escrava.
"Fora educada com carinho, ainda que sem amor, e a experiência moldara seus ideais e valores. Agora, ela ficaria eternamente presa entre dois mundos, sem lugar definido em nenhum deles."
   A menina sempre desejou ir  a um evento da sociedade londrina, ver como é. E essa hora chega: tão querida pelos criados, eles criam a chance para Sophie poder se divertir por uma noite. No baile de mascaras dos Bridgertons, ela usa roupas de sua avó que estavam guardadas a tanto tempo e sapatos da madrasta. Eles são "a fada madrinha" dela. É tão gostoso vê-la realizar esse sonho.
   E uma coisa tornará essa noite ainda mais mágica: Benedict! O segundo irmão Bridgerton, parte dessa família tão amável e apaixonante. Eles vão se conhecer, vão se encontrar de forma tão linda, estonteante, é de deixar qualquer um aos suspiros ao ler essa cena!
"Ela deu um passo para frente e ele soube que sua vida havia sido mudada para sempre.”
 "A beleza dela vinha de dentro. Ela brilhava. Cintilava. Era absolutamente radiante, e Benedict de repente se deu conta de que era porque parecia... feliz. Feliz por estar onde estava, feliz por ser quem era."
   Porém Sophie não revela quem é, nem mesmo diz seu nome e após algum tempo juntos a nossa Cinderela precisa partir, deixando apenas - não o sapatinho de cristal - uma luva e Benedict apaixonado.
   Anos mais tarde eles se reencontram, porém Benedict não sabem quem ela é. E ela não está muito disposta a contar... Pois agora é o momento de se conhecerem de verdade, de testar se aquele sentimento mágico da noite do baile de mascaras realmente existe, e quão forte ele será para enfrentar uma sociedade tão preconceituosa, pessoas cruéis, e tudo o que vier.


"Ele já se relacionara com várias mulheres por conveniência. Sophie era diferente. Ela o fazia rir. E o fazia querer fazê-la rir."
" - Mas uma das coisas que eu mais amo - falou - é o fato de que você se conhece. Você sabe quem é e o quanto vale. Tem princípios, Sophie, e não abre mão deles. - Ele segurou a mão dela e a levou aos lábios - Isso é tão raro..."  
   E mais uma vez vamos nos apaixonar por essa família, uma matriarca que prova que não é apenas um "dondoca", ela é forte, e é capaz de tudo para proteger os filhos e lutar por sua felicidade, e claro, bastante casamenteira (risos). É um livro que nos faz refletir sobre as discrepâncias da sociedade daquela época, as desigualdades sociais, o que as pessoas passavam por não serem nobres ou por serem empregados domésticos, é claro que nem todos eram tão malvados assim e a família Bridgerton nos mostra isso, mas a grande maioria era.
   Nesse livro vamos encarar de verdade o sofrimento de alguém que não tem títulos, nem dinheiro, nem família, ninguém que a defenda do mundo e de suas maldades. Até, é claro, o príncipe encantado aparecer! Ainda assim Julia Quinn nos conquista com a realidade dura e como o amor pode mudar a vida de alguém de forma tão linda!
       Beijos pessoal! 
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Razão e sensibilidade - Jane Austen

 Este foi o primeiro romance de Jane Austen. Publicado em 1811, logo recebeu reconhecimento do público, Razão e Sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e a sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos na busca por um final feliz.
   Olá! Tudo bem com vocês? Terminei aquela edição especial da Jane Austen, o último que faltava era Razão e sensibilidade; Orgulho e preconceito, Persuasão já tem resenha aqui no blog. E tenho que admitir mais uma vez que sinto certa dificuldade ao ler os livros dela, por conta da linguagem, então a leitura acaba sendo um pouco mais arrastada, mas valeu a pena insistir.
   Nessa narrativa vamos ter foco nas irmãs Dashwood, Marianne e Elinor, e claro também no romance, mas a autora deu bastante foco nas irmãs e suas relações. Depois que seu pai vem a falecer elas duas, a mãe e a irmã mais nova, Margaret, irão se mudar para que seu meio irmão tome posse da casa em que moravam, e irão se mudar para um lugar um tanto distante de onde moravam, o que a princípio as deixa tristes e desamparadas, porém ao chegarem ao novo lar, tem suas esperanças renovadas, por um lar aconchegante, vizinhos tão hospitaleiros, novos círculos de amizade, e etc.
   Um belo dia, enquanto as irmãs passeiam em um dia ensolarado pelas redondezas para conhecer melhor o local, Marianne escorrega e torce o tornozelo, e aí, como num conto de fadas... O príncipe aparece de cavalo e tudo mais! A cena é muito romântica, ele chega, como um galã, super gentil e faz questão de socorrer a menina que se machucara e a leva para casa. Promete voltar a visitá-la e realmente retorna, para o prazer de todas da casa, que são todas suspiros por esse rapaz chamado Willoughby. Marianne e ele começam um romance de dar gosto, tão apaixonados e tanto em comum. Porém sua irmã Elinor teme por tanta afeição crescendo tão rapidamente entre os dois.
    E logo será possível ver que Elinor tem razão. Porém ela mesma não está com o coração a salvo, já que quando saiu de sua antiga casa deixou um amor, por quem esperava que a visitasse, visita essa que vem demorando demasiadamente. Elas são convidadas pela srª Jennings, uma senhora conhecida delas, a passarem um tempo em Londres com ela. Marianne acha isso bastante conveniente já que é lá que seu amado se encontra no momento, e Elinor vai também para que sua irmã tenha alguém da família por perto.
   Vamos vendo os príncipes se transformando em sapos, fiquei extasiada com os acontecimentos e revelações. Noivados as escondidas, farsas, e corações partidos por todos os cantos! Esse livro tem muita emoção e decepções amorosas, mas também terá um final digno de conto de fadas. Apesar dos pormenores, os caminhos certos se encontram. E é possível entender com clareza o título, Elinor, quando passa por suas decepções amorosas é tão controlada e sensata, sabe como lidar com as situações, de guardar os sentimentos e cuidar de sua irmã, que ao contrário dela é toda drama, choro, não segura um sentimento se quer dentro de si, logo se apressar em demonstrar e colocá-lo para que todos vejam!
   Adorei a história, apesar da narrativa mais devagar, consegui sentir essências, personalidades, sentimentos, e também consegui me identificar um pouco com Elinor, que muitas vezes inibe seus sentimentos para não preocupar as pessoas. Achei ela uma personalidade forte se comparada com outras da própria história e de outras da própria autora, e isso chamou bastante minha atenção e me cativou bastante. Se pensam em largar uma história porque está arrastada, tente dar mais uma chance, eu dificilmente abandono um livro sem dar uma segunda chance, e dou esse conselho a vocês também, vale muito a pena!
       

sábado, 3 de setembro de 2016

Persuasão - Jane Austen

  O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. "Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança.
  Aí aí Jane Austen, querida, você me surpreendeu! "Persuasão" foi uma adorável surpresa que me fez entender mais ainda porque a Jane Austen é tão aclamada. Eu gostei bastante de "Orgulho e preconceito" mas por algum motivo essa segunda obra foi que firmou meu apreço pela autora, talvez porque desta vez estava um pouco mais familiarizada com a escrita, e etc. Consegui me aproximar mais dos personagens e me envolver com essa história de amor! 
   Anne Elliot é moça doce, gentil, atenciosa e sensata; essas características, principalmente a sensatez, a difere de seu pai e de sua irmã Elizabeth. Os dois são esnobes, bastante preconceituosos, e têm uma característica comum a muitas pessoas naquela época, que era ter preconceito com as pessoas sem títulos ou de famílias menos favorecidas. 
   Após oito anos sem ver Frederick Wentworth, seu antigo amado, com quem quase se casara no passado, não fosse a influência de sua família, principalmente da Lady Russell (amiga íntima da família, mais de Anne), eles finalmente são reunidos novamente e o resultado disso é muita apreensão, insegurança. Anne fica se perguntando como agir na presença dele, como será esse reencontro, temendo a todo tempo a sua presença. Porém quando são reunidos com em um círculo de amigos muito agradáveis a Anne, eles começam a relaxar na presença um do outro e até a sentir certa simpatia. 
   Frederick é capitão da Marinha, e nesse reencontro com Anne ele se mostra um completo cavalheiro, apesar das magoas do passado. Ele é bondoso, mostra compaixão e simpatia na presença de Anne e para com ela. Ele em parte da história tenta seguir a vida, cortejando uma amiga em comum com Anne e de sua irmã Mary, porém logo a história se desfaz com alguns pormenores desagradáveis e que surpreende a todos. Sendo assim, ele mostra que em nenhum momento estava apaixonado por Louisa (moça em questão). E deixa ainda mais claro seus sentimentos por Anne. 
“Haviam-se passado oito anos, quase oito anos, desde que tudo fora desfeito. (...) O que oito anos não podiam fazer? Acontecimentos de todos os tipos, mudanças, alienações, transferências (...) com todos esses raciocínios, ela descobriu que para os sentimentos tenazes oito anos pouco mais são do que nada.”
    Sr. Elliott é primo de Anne e volta a se relacionar com a família por motivos desconhecidos que mais tarde serão esclarecidos, porém um boato de que ele e Anne estavam para ficar noivos causa ciumes no Capitão Wentworth. E Anne o que pensa disso? Primeiramente ela fica estonteada de felicidade por perceber os sentimentos dele para com ela e depois fica aborrecida com seu primo por sua inconveniência. 

   Mas em um momento desesperado de saber os sentimentos de sua amada, Frederick vai tentar esclarecer tudo, e será fofo, lindo, coisas simples que nos fazem suspirar. O romance é meigo, um amor que resiste ao tempo, que resiste e enfrenta os obstáculos de preconceitos dos familiares, e que deixa a gente sonhando acordada. 
   Nessa obra tem uma grande ênfase nos costumes do século XIX, onde podemos ver com bastante clareza como era importante ter posses, um título, ser de uma família importante, e etc. Algumas pessoas dão mais importância à essas características do que outras. O pai de Anne é com certeza do tipo  que dá muito importância, o que parece dificultar um pouco o romance, porém o amor consegue vencer muitas batalhas e obstáculos, resistir e se manter cada vez mais forte. 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Orgulho e preconceito - Jane Austen

 
 Então, eu finalmente li "Orgulho e preconceito"! E preciso fazer uma fazer uma confissão a vocês, espero que não me odeiem por isso, mas admito que minhas expectativas não foram alcançadas. "Mas então você não gostou?!". Negativo, eu gostei MUITO, mas por ser um clássico tão conhecido e amado por tantas pessoas, acho que me deixei levar demais pelas expectativas, talvez daqui um tempo eu venha mudar de opinião. Foi um livro que me trouxe um "clima" agradável, uma tranquilidade, mas que ao mesmo tempo também me fez refletir sobre o próprio tema do livro, o orgulho e o preconceito, principalmente o preconceito, a situação que se passa no livro para quebrar o preconceito, não só mexe com nossa protagonista, mas com certeza mexeu muito comigo, com minhas opiniões, meus pensamentos e até nos momentos que não estava lendo, eu me pegava pensando sobre o assunto. E acho incrível isso, porque realmente consigo perceber que me trouxe ensinamentos e me fez amadurecer também, assim como os personagens.
   Por ter sido na própria época, por uma autora que não estudou sobre aquela época, mas que viveu aquilo, podemos sentir com muito mais força as normas sociais, as regras de decoro seguida com mais rigidez, as características do momento com mais intensidade do que em outro romances de época. Com certeza para quem gosta de romances de época como eu, é uma experiência muito agradável, me acrescentou muito, ampliou meus pensamentos sobre aquele momento histórico em que se passa a trama.
"Quanto a inteligência, Darcy era o mais dotado. A inteligência de Binlgey não era de modo algum deficiente, mas a de Darcy era superior. Era ao mesmo tempo arrogante, reservado e exigente, e os seus modos, embora educados, não eram convidativos."
   Elizabeth é a segunda mais velha de cinco filhas mulheres do sr. e sra. Bennet. Ela é mais inteligente, talvez não tão bonita quanto sua irmã mais velha Jane. Ela é a favorita do pai, um homem um tanto curioso na minha opinião, vive arrependido pelo casamento que não o faz feliz, por conta da sua mulher ser bastante fútil.
   Elizabeth conhece o sr. Darcy quando o sr. Bingley vai morar nas redondezas e começa uma amizade com a família Bennet. A repulsa entre os dois é quase que instantânea, pelo orgulho de Darcy e o preconceito de Elizabeth. O modo como os dois vão quebrando os preconceitos e se conhecendo melhor através de encontros com amigos e etc, é um processo lento mas que vai criando grandes resultados principalmente no coração da srta. Bennet. A imagem de um sr. Darcy turrão, orgulhoso e malvado é quebrada, dando lugar a um sentimento muito lindo.
"Tal mudança em um homem tão orgulhoso provocou não só espanto, mas também gratidão - pois só podia ser atribuída ao amor, ao amor ardente; e como tal a impressão que nela causou era do tipo que se dava para encorajar, pois não era de modo algum desagradável, embora não pudesse ser definida com precisão."
   Durante a trama conhecemos pessoas muito desagradáveis (de verdade!) como o sr. Collins, primo do sr. Bennet. Houve momentos que dava vontade de estapiar esse ser (kkk). Ficamos chocados com as maluquices das irmãs mais novas, princialmente Lydia, tão fútil quanto a mãe, incorrigível!
   Acho que a resenha é mais um desabafo do que uma resenha, já que todos já conhecem a história. E também devo admitir que tive um pouco de dificuldade no ínicio da leitura por conta da linguagem, o livro foi publicado pela primeira vez em 1813.
   O filme foi lançado em 2006 e já vi alguns pedaços mas não consegui ver tudo ainda, mas parece ser ótimo também, vou deixar o trailer aqui para vocês!

      Grande beijo pessoal!
   

domingo, 3 de julho de 2016

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar - Sarah MacLean

   Olá pessoal! Tudo bem? Acabei de ler um romance de época com uma personagem com ideias um tanto diferentes do comum, uma mocinha que parece estar, como chamamos hoje em dia, na crise da meia idade, questionando sua vida, querendo fazer coisas mais ousadas... Bem, conheçam Calpúrnia Hartwell.
   Callie (como prefere ser chamada) tem 28 anos, já enfrentou uma década de temporadas fracassadas, sempre esquecida no canto dos salões de baile, juntamente com as solteironas, grupo o qual ela sente fazer parte agora, e não se sente nem um pouco feliz com essa realidade. Com uma aparência totalmente comum, olhos castanhos comuns, cabelos castanhos comuns, uma silhueta um tanto avantajada. Ela não enxerga sua aparência além disso. Considerada pacata, passiva, sempre educada demais, dentro das convenções e regras de decoro.
   Quando Mariana, sua irmã mais nova,considerada a beldade Allendale, recebe um pedido de casamento irrecusável, de um grande partido, o duque de Rivington,e ainda por cima por amor, a casa Allendale entra em festa, principalmente por parte da mãe delas. Porém, no jantar que reúne as famílias para comemorar tal acontecimento, Callie e Benedick, irmão mais velho de Callie, são os que sofrem nas garras da família com o assunto casamento, e no caso de Callie, o assunto de sua solteirice, tratada sem nenhum tipo de cerimonia ou delicadeza. Benedick é um irmão adorável, atual conde de Allendale, após a morte do pai, foi um confidente de Callie, um amigo.
   Benedick sem querer querendo, deu ideias a irmã, encorajou-a a fazer coisas inapropriadas para um dama. Callie já cansada de tanto ser educada e passiva monta uma lista, uma lista com nove itens, coisas que ela gostaria de fazer caso isso não arruinasse sua reputação. Na verdade, é um tanto engraçado os itens da lista, como beber uísque, fumar charuto, esgrimir e beijar apaixonadamente, espera aí, beijar? Sim pessoal, beijar! Ela nunca foi beijada e aos 28 anos de idade, ela quer fazer isso. Por que não, já que tanto tempo sendo tão comportada não conseguiu um casamento?
   Sua aventura começa e começa pelo mais ousado, que seria beijar, Calpúrnia se arrisca no meio da noite para procurar o maior libertino de Londres para lhe pedir um beijo! Nesse encontro eles farão um acordo, de que Callie ajude Gabriel, marquês de Ralston, a lançar sua irmã recém descoberta na alta-roda, e Gabriel dê o que ela lhe pede.


"Podia ir para a cama, se afogar em xerez e lágrimas e passar o resto da vida não apenas se arrependendo de sua inação, mas - pior - sabendo que todos a consideravam passiva. Ou podia mudar."  
   Juliana, irmã do marquês, é uma moça doce, e rapidamente ela e Callie se tornam amigas e a proximidade entre as duas também causa proximidade entre ela e Gabriel. Ele vai influenciar e muito nos acontecimentos da lista. Fazendo com que eles se envolvam cada dia mais, fazendo-a se sentir mais viva, mais ousada, mais dona de si e claro mais apaixonada por ele! Ele que não acredita no amor por ver seu pai sofrer tanto por amor e ter visto sua mãe abandoná-los sem dó nem piedade, vai descobrir que amor pode ser generoso, pode ser bom. Vai descobrir que Callie é mais do que uma moça sem graça e educada. E nós vamos nos apaixonar por esse casal, que ás vezes briga, ás vezes estão bem de novo...
"Seu coração ficou apertado ao perceber que Gabriel fora parte integral dessa nova Callie, audaciosa, aventureira, que ele havia guiado por cada item no papel. Ela mudara para sempre por causa dele." 
   O único ponto que me incomodou um pouco foi a sensualidade do romance, achei sensual demais, mas acho que vai de gosto, eu prefiro um pouco menos sensual, então me incomodou um pouco, achei que poderia ter sido com um pouco mais de conversa e tudo mais, mas também entendo que faz parte da história já que lady Calpúrnia estava passando por momentos de se descobrir, se sentir mais feminina. Uma coisa que percebemos é o quanto ela pode ser insistente, determinada, corajosa! Não há nada de passivo nela, ela não é apenas uma mocinha sem graça de nome extravagante, ela pode e se tornou muito mais do que isso. Ela foi ousada até mesmo para os tempos atuais, imaginem para aquela época, onde as regras eram muito mais rígidas com as moças!
   Esse livro é o primeiro da trilogia "Os números do amor".

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A indomável Sofia - Georgette Heyer

  Sofia Stanton-Lacy é alegre, impulsiva e de uma franqueza desconcertante, características que não combinam com o que se espera de uma mulher em sua posição na sociedade londrina do início do século XIX. Educada durante as viagens de seu pai, órfã de mãe, ela chega à casa de sua tia em Berkeley Square para derrubar as convenções e surpreender a todos com seus modos independentes e sua língua afiada. E Sophy parece ter chegado no momento certo: seus primos estão com muitos problemas. O tirânico Charles está noivo de uma jovem tão maçante quanto ele, já Cecilia está apaixonada por um poeta, e Hubert tem sérios problemas financeiros. A prima recém-chegada decide então ajudar a todos com sua determinação e impetuosidade, e acaba enfrentando agiotas, roubando os cavalos de seu primo e atirando de raspão em um honrado cavalheiro. Embora sejam sempre mirabolantes e arriscados, seus planos sempre dão certo e tudo parece estar sob seu controle. O que ela não espera, porém, é que seu primo Charles, que aparentemente não vê a hora de arrumar um marido para ela, de repente passa a enxergá-la com outros olhos...


 Olá pessoal! Tudo bem com vocês? Estava doída para vim contar para vocês sobre o último livro que li, esse romance de época maravilhoso, que eu amei demais! 
   Geralmente no século XIX se esperava das mulheres que elas tivessem um comportamento perfeito, que não fizessem nada que chamassem muita atenção, que fossem delicadas e frágeis, como a maioria era, na verdade. Mas em " A indomável Sofia" conhecemos uma mocinha que muda TUDO. Ela é uma protagonista a frente de seu tempo, com opiniões e ela não tem medo de expô-las, ela é ativa, astuciosa, engraçada e apronta cada uma... 
   Ela vai morar na casa de seus tios quando seu pai sai em uma viagem que considera que não seria adequado sua filha ir, ela sempre foi criada pelo seu pai, viajando pelo mundo. Sophy chega na casa com presentes para seus primos, presentes considerados não muito adequados pelo seu primo mais velho ( o qual comanda a casa), Charles, os primos mais novos é claro, logo se apaixonam por Sofia. 
   A todo momento ela tem alguma atitude que sua tia e Charles consideram inadequadas, mas o fato é que ela não está nem ai para isso. Sophy é independente, principalmente para a época, e isso é um constrangimento para aqueles que a acolheram. Ela é muito criticada pela noiva de seu primo Charles, uma moça que logo percebemos é uma fofoqueira, asquerosa. 
"- Entretanto Selina, que me repetiu a observação, não gosta de cavalos, ela... - Charles parou, percebendo o absurdo que era discutir esse assunto.
- Espero que ela venha a gostar, depois de conviver na mesma casa com a Sra. Wraxton durante alguns meses - disse Sophy animada. "  
   Sofia toma como sua missão melhorar a vida das pessoas daquela casa, como livrar sua prima de um casamento que ela não deseja, ajudar seu primo Hubert, livrá-los da presença intragável da Sra. Wraxton (noiva de Charles), entre outras coisas que ela apronta. Mas ao longo da história percebemos que mesmo com esse jeito desbocada, forte, astuta, Sophy tem um coração muito bom, e em um momento do livro eu senti isso com bastante intensidade, é visível que apesar desse jeito, ela se importa com o bem- estar das pessoas que a cercam.
" Mas, como não era de abandonar nenhum projeto uma vez que o iniciasse, nem por um instante alimentou a ideia de deixar o jovem primo resolver sozinho suas dificuldades. "
" - Uma tarefa muito difícil - declarou o Sr. Wychbold. - Mas nada pode ser feito.
- Isso é o que as pessoas sempre dizem - replicou Sophy com severidade - quando são muito  indolentesou, talvez, muito medrosas para fazerem um grande esforço a fim de serem úteis! " 

   O legal é que a história não foca apenas em nossa protagonista e sim nas pessoas que estão a sua volta, assim como seus dilemas, problemas, enfermidades, etc. A autora me conquistou bastante por isso e por me apresentar uma mocinha como Sophy, de quem eu virei fã (risos). Um mocinha determinada, inteligente, forte, de opiniões fortes, ativa, ela não apenas fala, ela simplesmente vai lá e faz acontecer, além de bem engraçada, eu realmente me diverti, dei boas risadas (de verdade, risos). Recomendo, principalmente para quem ama romances de época e mocinhas fortes, que lutam por seus direitos desde aquela época e que fazem acontecer!