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terça-feira, 14 de maio de 2019

Contumélia - Lilian C. Peixe

   Inês é uma jovem desesperada!
   Ela completou 16 anos e D. Constância, sua madrinha com quem ela mora, decidiu que ela precisava de um noivo. O problema é que, miseravelmente, D. Constância escolheu um pretendente absolutamente intragável, o Sr. Macedo. 

   Agora a única esperança de Inês, para não acabar casada com alguém que ela não suporta ou ir para um convento, é o súbito interesse que Henrique, um velho amigo da família, passou a demonstrar por ela. Contudo, ela não sabe se as intenções dele são realmente sérias e antes que possa descobrir, é enviada numa viagem inesperada para o noivado de sua prima Cecília em Petrópolis.
Assim, em meio ao burburinho causado pelo misterioso assassinato do barão de Araribá em Paraíbuna, Inês e sua espirituosa companheira Teresa acabarão envolvidas em inusitadas e perigosas aventuras. 



   Contumélia foi um livro que me pegou de surpresa, não estava com grandes expectativas, porém como vi resenhas positivas, decidi ler e acabei sendo envolvida nessa história. 
Inês Martins é uma mocinha de 16 anos, ela mora com a sua madrinha, que anda importunando-a para se casar com o insuportável Sr. Macedo; o pouco que ele aparece no livro já nos deixa com raiva desse personagem presunçoso e arrogante. 
   Nesse mesmo tempo, Henrique Azevedo, amigo da família começa a transparecer um interesse repentino por ela, que apesar de não sentir nada de especial por ele, acha que é uma esperança mais feliz do que ir para o convento. 
   Sua madrinha, para evitar a aproximação de Inês com o Sr. Azevedo a envia para uma viagem para Petrópolis para visitar seu tio e prima (que irá noivar em algumas semanas), junto com sua mucama Teresa - uma personagem muito importante, por ser também melhor amiga da nossa mocinha - onde elas irão ter muitas aventuras como nunca antes. Amei a amizade de Teresa e Inês, podemos sentir a força desse companheirismo.
O que não citei antes é que está sendo investigado o assassinato do barão de Araribá, que foi morto em uma casa de má reputação; e mais importante ainda: o principal suspeito por este crime é o nosso mocinho - André! 
   Quando nossos mocinhos se encontram no trajeto de Inês a Petrópolis, tudo muda! Inês e Teresa vão acabar se envolvendo em muitos perigos junto com André (e põe perigo nisso!). Elas correm até risco de vida por esse envolvimento, mas mostra a Inês coisas que ela nunca havia imaginado viver. 
   O romance é fofo, e é agoniante ao mesmo tempo por ser um amor proibido e os dois sabem disso, mas o sentimento é mais forte e inevitável. E a gente só torce para no final eles conseguirem de alguma forma ficar juntos.  
"- O que foi? Não há encanto maior do que o do amor proibido. A troca secreta de bilhetes, as poesias colocadas embaixo da porta, as rosas deixadas diante do portão. É maravilhoso, não é? A emoção, o coração disparado, a loucura de acreditar que nada ficaria entre nós e a certeza cega de que eu não poderia sobreviver se não ficasse com ele."
  
   A narrativa é intercalada entre Inês, Teresa e André, e foi um ponto muito positivo já que podemos saber mais o que cada um está sentindo e o ponto de vista deles!
   Algo que gostei bastante também foi por ser um cenário nacional, em alguns momentos pudemos curtir a descrição de pontos importantes da nossa história pela autora e acho que isso enriqueceu o livro! 
   No início senti um pouco de dificuldade para entender os personagens coadjuvantes, por serem muitos sobrenomes e envolvimento no assassinato, porém talvez tenha sido uma percepção minha mas não falta de explicação da autora. O final é surpreendente apesar de rápido mas senti que finalizou de uma forma aconchegante e tranquilizadora para nós leitores! 
   Indico para quem quer uma leitura rápida, já que é um livro curtinho, e que goste de romances de época nacional; além disso é ótimo para quem quer começar a ler este gênero, pois é leve e ao mesmo tempo muito interessante e repleto de aventuras, romance e ainda de bônus história nacional.
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Era uma vez no outono - Lisa Kleypas


       A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?



     

     Uma mocinha bem teimosa, mal-educada e sem papas na língua, temos então, no segundo livro da série As quatro estações do amor, Lilian Bowman! 
        Mas não vamos ser maldosas, nossa mocinha também é cheia de qualidades, entre elas a sua força, sempre decidida, uma mocinha que inspira e  passa uma mensagem de que não temos que concordar com tudo coisa nenhuma! (risos)
          Lilian com todas essas características, e também de origem americana, é integrante das Flores Secas, conhecemos elas no primeiro livro da série; e nessa temporada é a vez de Lilian arranjar um pretendente, o que não será nada fácil por sofrer certo preconceito social; apesar de seu pai ser muito rico, empresário dono de um empresa em NovaYork, os aristocratas não aceitam muito bem aqueles que não têm títulos como eles.  Já o nosso mocinho Marcus Westcliff, ou conde de Westcliff, é um inglês aristocrata, com uma linhagem mais antiga do que é possível imaginar, um homem que não entende o casamento como algo relacionado com sentimentos e sim como um acordo. Marcus teve uma infância difícil, vamos descobrindo isso ao longo do livro, e entendemos porque ele pensa e age dessa forma. 
“A vida de Marcus havia sido moldada por rígidas expectativas e obrigações - e a última coisa de que ele precisa era distração. Ainda mais na forma de uma garota rebelde. “

       Lilian e Marcus são como cão e gato, ódio à primeira vista... ou não. Sabemos que por baixo da teimosia dos dois existe um sentimento que vai tomando conta aos poucos. A cada briga vemos eles enxergam um ao outro, como realmente são, além do que eles têm na cabeça; ele vê Lilian como uma mal- educada, desgovernada e ela vê Marcus como uma homem frio, arrogante e que odeia diversão. E, é claro, vão descobrir que estão muito enganados.
      É lindo ver um mocinho que parece tão sem sentimentos se mostrando tão zeloso, cuidadoso, protetor, nos deixa suspirando, e uma mocinha tão teimosa se rendendo ao amor.
Medo de você? – disse Lillian sem pensar. – Meu Deus, eu nunca teria. Westcliff inclinou a cabeça dela para trás e a encarou, e um sorriso se espalhou lentamente pelo seu rosto. Não, não teria – concordou. – Você seria capaz de cuspir no olho do demônio, se quisesse.”

          As Flores Secas tem sua participação especial no livro, assim como a irmã de Lilian que também está no grupo, é lindo ver o companheirismo das duas em todos os momentos. 
A superação de preconceitos e de mágoas do passado é encantador, pois traz uma mensagem de esperança de que nem tudo é aquilo que pintamos na nossa cabeça, e sim algo maravilhoso que está “escondido” talvez pelos nossos próprios preconceitos. 
     O final do livro já deixou um gostinho de quero mais para o próximo volume com a terceira mocinha Evie, e já estou doida para continuar. A série em si trata de muitos assuntos interessantes, e nos dois primeiros foi bem claro que a autora quis fazer críticas à aristocracia inglesa e toda sua pompa. Série linda e fofa, recomendo bastante, ainda mais como admiradora dos romances de época.   
     A resenha do primeiro livro já tem aqui no blog! 




segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Volte para mim- Paola Aleksandra


Sinopse: Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a jovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido.
Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás.
Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.


           Inspirador para mim é a palavra que chega mais perto da definição desse livro; foi a emoção que mais senti durante a leitura. Minhas expectativas estavam bem altas já que esperei bastante pelo livro da Paola, já leio o blog dela há bastante tempo e mal podia esperar para ler o seu primeiro livro e não me decepcionei nem por um instante.
         Brianna Hamilton é a nossa protagonista, uma mocinha cheia vontade de descobrir mais sobre a vida, sobre ela mesma, cheia de coragem, e que nos inspira demais. Desde pequena ela sonha em conhecer a terra natal de sua mãe - a Escócia - que permeia as histórias lindas que ela conta da sua infância para as filhas. Depois de uma descoberta que abalou seu coração, Brianna resolve fugir para a Escócia em uma jornada de auto-conhecimento e para descobrir onde é seu lugar no mundo.
“Todos carregamos culpas e ressentimentos. Quando alimentamos a dor, ela cresce, nubla nossa visão e torna nossos dias mais e mais solitários. Mas, quando aliviamos o fardo, seja perdoando o passado ou compartilhando nossos medos com alguém que amamos, a vida fica mais leve. Os problemas, as dores e as mágoas sempre existirão. Assim como nossa capacidade de superar as dificuldades da vida e seguir em frente.”
        Voltando depois de 11 anos, ela terá de se reconciliar com sua família, seu melhor amigo Desmond, perdoar e pedir perdão, recomeçar ao lado daqueles que tanto ama. Pode não ser uma jornada tão fácil descobrir quanto todos sofreram com sua partida, mas com certeza o amor pode dar uma chance de perdão e cura.
        É importante dizer que o romance tem uma parte especial e necessária, mas que o foco não se encontra nesta âmbito e sim no crescimento pessoal da protagonista, porém é bonito ver como o amor dos dois vai superar as coisas do passado, apesar dos maus entendidos e das mágoas, eles irão encontrar juntos o recomeço que o coração deles anseia.
“Tudo depende de uma única escolha: prender-se ao passado ou lutar por um novo futuro”. 
“— Ora, milady, não tenha fé no futuro, mas no amor que a trouxe até aqui. Nenhuma força no mundo é capaz de destruir aqueles que se amam verdadeiramente.”
        Uma relação que achei muito bonita foi de Brianna e de sua irmã Malvina e de como foi essa reconciliação, como diz a Paola: "me deixou com um sorriso bobo no rosto" rs. Outro ponto que me agradou MUITO foi a riqueza de detalhes, das flores, da floresta, das cores, e etc,  foi um dos pontos que me deixou com uma quietude no coração, imaginar aquele lugar, aquela paisagem, aquele lar. Eu amo descrição, amei a descrição dos lugares e de tudo, mostra o quanto nossa autora estava escrevendo com amor e inspiração.
         Ver a personagem recomeçando sua vida ao lado da família, seu crescimento pessoal e vê-la descobrindo seu lugar é lindo e nos mostra a força da mocinha, de encarar o que vier sem perder sua delicadeza e amor.
          A leitura flui muito bem, eu acho que leria até mesmo a lista de compras da Pah, de tanto que amo o que ela escreve! (risos) Acompanho ela a alguns anos e estava muito ansiosa para ler o livro e não consigo dizer quanto amei, o quanto foi inspirador para mim (como disse inspirador é a palavra). Paola está de parabéns pela sua estréia e que venham outras histórias tão lindas quanto esta; histórias que carregam um pouco dela e que mostram o que ela tem para oferecer que é muita fé, amor, amor á família, amor pela escrita, enfim. Que experiência maravilhosa foi ler Volte para mim!
"... uma casa é construída com pedras e madeira, enquanto um lar é edificado no amor e no respeito."
Paola Aleksandra em sua primeira Bienal do livro como autora


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Para Sir. Phillip, com amor - Julia Quinn

                   Para Sir Phillip, Com Amor - Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.
                Em Para Sir. Phillip, com amor, vamos conhecer mais um membro da família Bridgerton, Eloise, e sua história de amor...  
        O relacionamento entre Eloise e Sir. Phllip começa em uma inocente troca de cartas quando a esposa de Phillip morre, porém eles continuam se correspondendo por mais um ano, conhecendo um ao outro. Phillip convida Eloise para passar um tempo com ele em sua propriedade, para verem se poderiam se dar bem como um casal; na verdade no início parece bem estranho, até mesmo para Eloise, mas ela vai mesmo assim (escondida de sua família), pois ela sente que pode achar nele o que nunca viu em outros pretendentes.
     Mas as primeiras impressões não são nada boas, pois Eloise vai se deparar com um homem rude e não tão sensível quanto parecia, mas a maior surpresa é quando ela descobre que ele tem filhos! Gêmeos! Que por acaso ele esqueceu de mencionar em suas cartas (risos).
        Ela não é do tipo de mulher que foge de nada, portanto fica para conhecer melhor ele e as crianças que parecem bastante necessitadas de atenção do seu pai e disposta a ajudá-los. 
" Os sonhos dela não passavam disso: sonhos. Ilusões, coisas que criara. Se ele não era quem esperava, a culpa era só dela. Vinha ansiando por algo que nem mesmo existia." 


      Nesse livro é abordado um tema que gostei bastante, que foi esse relacionamento de pai e filhos, de como Phillip é ausente e distante na vida dos gêmeos, e como isso reflete no crescimento deles, e como no final isso é superado de forma tão bonita. Outro ponto também é por se tratar de um recomeço, principalmente para ele, além do relacionamento com os filhos, mas também porque ele vai descobrir que encontrou algo mais do que uma madrasta para seus filhos ou uma administradora para a casa, o que era a intenção dele inicial ao se casar com Eloise. Ele vai redescobrir o que é o amor, o que é ter um relacionamento baseado em companheirismo, o que é ter uma família de verdade; sua falecida esposa era muito depressiva e muito distante, isso deixou marcas na vida dele que Eloise com tudo que aprendeu com sua família pode mostrar a ele que é possível superar. Existem muita superação nessa história, sobre amor, família, e descobrir que se pode ser feliz de verdade apesar do passado.
"Não era apenas aquele momento, o fato de o filho querer sua companhia para um rito de passagem masculino. Oliver já tinha implorado para estar junto dele antes. O fato era que era a primeira vez que Phillip se sentia preparado para dizer sim, confiantes de que, se fosse, faria e diria a coisa certa."  
     O romance não foi na minha opinião dos melhores, apesar de no final ter me deixado com aqueles coraçõezinhos nos olhos (risos). No início a gente sente até um ranço pelo mocinho, mas vê-lo superar tudo e formarem uma linda família, é recompensador, e vemos que toda a história valeu a pena!  
" E então ela pensou... Era por aquilo que vinha esperando a vida inteira? [...] Aquela sensação de conforto e bem-estar, companheirismo, de se sentar ao lado de alguém em uma carruagem e saber com cada fibra do seu ser que aquele era seu lugar."
            A série: 


        

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Um perfeito cavalheiro - Julia Quinn

  Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

   Vamos mergulhar em uma linda recontagem de Cinderela... mas não, não é de autoria da Disney, e sim da nossa querida Julia Quinn. Essa autora nos faz enxergar de uma forma diferente, olhando de verdade para os sentimentos da protagonista, enxergando a fundo os sofrimentos que ela passa por ser uma filha bastarda, que precisa conviver com uma madrasta sem escrúpulos e uma sociedade preconceituosa. Apesar da semelhança com o conto da Disney, existem algumas divergências que fazem com que a gente abra os olhos.
   Sophie é filha bastarda de um nobre, com 3 anos ela é entregue ao pai, que não admite que ela é sua filha, porém os olhos esverdeados da menina muito parecidos com o pai o denunciam. Ele a trata como sendo sua pupila e permite que viva em sua casa, seja alimentada, vestida, educada de forma respeitável, porém nunca amada como uma filha de verdade. Quando seu pai se casa a menina vê no fato uma chance de finalmente pertencer a uma família e se aproximar do pai. Mas o que acontece é bem diferente. A menina é mais afastada ainda mais  por sua madrasta e ignorada pelas duas filhas dela.
   Assim os anos se passam. Quando o conde vem a falecer tudo muda para a pobre menina. Antes Sophie tinha direito a dignidade de ser educada, bem- vestida... Agora serve de empregada para as três mulheres da casa. Ainda assim Sophie é uma moça doce, gentil, adorada pelos outros criados da casa. Araminta, sua madrasta, não apenas a faz de empregada, mas grita a todo momento com ela, não paga um salário por seus serviços - que por acaso não são poucos - resumindo, é como uma escrava.
"Fora educada com carinho, ainda que sem amor, e a experiência moldara seus ideais e valores. Agora, ela ficaria eternamente presa entre dois mundos, sem lugar definido em nenhum deles."
   A menina sempre desejou ir  a um evento da sociedade londrina, ver como é. E essa hora chega: tão querida pelos criados, eles criam a chance para Sophie poder se divertir por uma noite. No baile de mascaras dos Bridgertons, ela usa roupas de sua avó que estavam guardadas a tanto tempo e sapatos da madrasta. Eles são "a fada madrinha" dela. É tão gostoso vê-la realizar esse sonho.
   E uma coisa tornará essa noite ainda mais mágica: Benedict! O segundo irmão Bridgerton, parte dessa família tão amável e apaixonante. Eles vão se conhecer, vão se encontrar de forma tão linda, estonteante, é de deixar qualquer um aos suspiros ao ler essa cena!
"Ela deu um passo para frente e ele soube que sua vida havia sido mudada para sempre.”
 "A beleza dela vinha de dentro. Ela brilhava. Cintilava. Era absolutamente radiante, e Benedict de repente se deu conta de que era porque parecia... feliz. Feliz por estar onde estava, feliz por ser quem era."
   Porém Sophie não revela quem é, nem mesmo diz seu nome e após algum tempo juntos a nossa Cinderela precisa partir, deixando apenas - não o sapatinho de cristal - uma luva e Benedict apaixonado.
   Anos mais tarde eles se reencontram, porém Benedict não sabem quem ela é. E ela não está muito disposta a contar... Pois agora é o momento de se conhecerem de verdade, de testar se aquele sentimento mágico da noite do baile de mascaras realmente existe, e quão forte ele será para enfrentar uma sociedade tão preconceituosa, pessoas cruéis, e tudo o que vier.


"Ele já se relacionara com várias mulheres por conveniência. Sophie era diferente. Ela o fazia rir. E o fazia querer fazê-la rir."
" - Mas uma das coisas que eu mais amo - falou - é o fato de que você se conhece. Você sabe quem é e o quanto vale. Tem princípios, Sophie, e não abre mão deles. - Ele segurou a mão dela e a levou aos lábios - Isso é tão raro..."  
   E mais uma vez vamos nos apaixonar por essa família, uma matriarca que prova que não é apenas um "dondoca", ela é forte, e é capaz de tudo para proteger os filhos e lutar por sua felicidade, e claro, bastante casamenteira (risos). É um livro que nos faz refletir sobre as discrepâncias da sociedade daquela época, as desigualdades sociais, o que as pessoas passavam por não serem nobres ou por serem empregados domésticos, é claro que nem todos eram tão malvados assim e a família Bridgerton nos mostra isso, mas a grande maioria era.
   Nesse livro vamos encarar de verdade o sofrimento de alguém que não tem títulos, nem dinheiro, nem família, ninguém que a defenda do mundo e de suas maldades. Até, é claro, o príncipe encantado aparecer! Ainda assim Julia Quinn nos conquista com a realidade dura e como o amor pode mudar a vida de alguém de forma tão linda!
       Beijos pessoal! 
 

domingo, 13 de novembro de 2016

Essa luz tão brilhante - Estelle Laure

 
O pai dela surtou e foi internado. A mãe disse que ia viajar por uns dias e nunca mais voltou. Wren, sua irmãzinha, parece bem, mas já está tendo problemas na escola. Lucille tem só 17 anos, e todos os problemas do mundo. Se não conseguir arrumar um emprego para pagar as contas e fingir para os vizinhos que está tudo em ordem, pode perder a guarda da irmã. Sorte a dela ter Eden, uma amiga tão incrível que se dispõe a matar aulas para ajudá-la. Azar o dela se apaixonar perdidamente justo agora, e justo por Digby, o irmão gêmeo de Eden, que é lindo, ruivo... mas comprometido. Essa luz tão brilhante é a história de uma garota que descobre uma grande força dentro de si enquanto aprende que a vida e o amor podem ser imprevisíveis, assustadores e maravilhosos – tudo junto e misturado.
   





     Olá pessoal! Como vocês estão? Eu sei, eu sei, estou sumida, peço desculpinhas por isso, e dizer que estava morrendo de saudade de resenhar e de interagir com vocês! Bem, Essa luz tão brilhante, foi um livro que li tão rápido, e apesar de abordar alguns temas mais densos, achei a leitura bem fluída e leve. 
   Lucille se vê em uma situação que faria qualquer pessoa desabar: seu pai está internado porque surtou e sua mãe simplesmente saiu e não voltou mais deixando ela e a irmã mais nova por conta própria. Apesar disso vejo Lucille sendo forte e encarando isso de uma forma que talvez eu não encararia. 
   Logo ela percebe que precisa de um emprego para sustentar ela e Wren, sua irmãzinha que nos encanta e ganha nossos corações. Ainda por cima ela anda meio que em uma paixonite pelo irmão gêmeo (Digdy) de sua melhor amiga (Eden). O maior problema é que ele tem namorada e como isso pode dar certo, não é? 
   A amizade de Lucille e Eden é muito bonita, apesar de Eden ser meio "doidinha", se mostra prestativa e solidária com a amiga. 
   Lucille arruma um emprego em lugar que nunca se imaginou trabalhando, mas sabe que é preciso para pagar as contas de luz, telefone, comprar comida e etc. E acaba se surpreendendo com as amizades que acaba por fazer lá, totalmente inesperadas. 
   Um mistério surge no meio disso tudo, um anjo, como ela e Wren costumam chamar, enche os armários de comida, cortam a grama e fazem generosidades anonimamente, quando elas não estão em casa. 
"(...) Memórias escapam, sabe, se a gente não achar um jeito de fazer com que elas permaneçam. (...)"
   "Essa luz tão brilhante" não foi um dos melhores livros que li, nem um dos piores, eu achei que poderia ter sido mais profundo se tratando de um tema assim, com crise familiar, duas meninas sozinhas e tudo mais. Mas talvez essa tenha sido a intenção da autora: não aprofundar tanto. E o modo como o livro acabou, eu fiquei perdida, achei que tinha alguma página faltando no meu livro! Então fiquei sabendo que tinha continuação (risos), e admito que estou muito ansiosa para saber o que vai acontecer de agora em diante. Mas como eu disse, não foi um dos melhores e não mexeu tanto comigo quanto eu achei que iria acontecer, talvez minhas expectativas estivessem altas demais. Em relação ao romance criado, achei um pouco fraco, ainda mais por ter uma terceira pessoa incluída nesse meio, mas talvez as coisas mudem na continuação. 
(...) Explique qual é o objetivo de viver se você não estiver disposta a lutar pelas verdades do seu coração, a correr o risco de se machucar."
   Beijos pessoal!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Melancia - Marian Keyes

 "Melancia" é um romance sobre a arte de manter o bom humor mesmo nos momentos mais adversos. Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais de gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e os contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa.
 Olá pessoal! Como vocês estão? Andei meio sumida mas estou de voltaaa! Trazendo resenha de Melancia. Estava para ler esse livro há bastante tempo, sempre me recomendavam, e aí minha amiga me emprestou e finalmente li.
   Todo mundo me falava que eu ia rir demais, que o livro é comédia pura e etc, mas tive uma impressão um tanto diferente. Sim, temos momentos engraçado sim! Mas pelo menos eu não consegui achar tão hilário (me julguem kkk). Apesar disso gostei bastante do livro, da mensagem que ele me trouxe, do aprendizado, e de ver o crescimento emocional e pessoal da personagem.
   Claire foi abandonada por seu marido após dar a luz, e quando digo após dar a luz, é realmente após! James (marido de Claire) não olhou sua filha que acabara de nascer, nem se deu ao trabalho. Desculpem meus excessos mas tive muitos sentimentos expressos por James e vocês podem imaginar que sentimentos são esses, não é?
   Me peguei imaginando que teria feito Claire para que fosse abandonada de tal maneira. Aos poucos vamos ficando cada vez mais cientes do que aconteceu e vai ficando pior: James teve um caso com a vizinha deles. E Claire, totalmente desamparada e despreparada como mãe de primeira viagem, corre para os braços de seus pais que moram em Dublin. Onde ela será recebida de braços abertos por sua família super barulhenta, principalmente se tratando de sua irmã Helen.
"Meu Deus, que bando de neurótico! 
Eu era tão normal, comparada com o resto da minha família."
"Desejei ser ainda um bebê, para que minha mãe pudesse segurar - me e me fazer sentir segura de que tudo ia dar certo."
   Ela entra em um momento muito difícil, fica definitivamente na fossa, se priva até mesmo de tomar banho! É como se estivesse em uma depressão pós-parto, e ela nem mesmo escolheu o nome de sua filha ainda, trata todos com certa ignorância, está descuidada de seu corpo, que está bem gorducho por assim dizer, ela simplesmente se entrega a tristeza.
"A dor da perda que sentia era grande demais para me deixar dormir. E eu queria, desesperadamente, dormir. Qualquer coisa para deter aquele sentimento."
"O único problema com relação à cura com o passar do tempo é que ela demora um bocado."  
   Quando um dia leva uma "sermão" de seu pai, ela vai caindo na real, tomando ciencia de que não pode continuar assim, que um dia ela terá de levantar e retomar sua vida, até toma banho e passa um pouco de maquiagem! Exatamente neste dia, sua irmã Helen leva uma visita masculina para o jantar, não uma vista qualquer, mas o belo, alto Adam! De cara, ficam todos hipnotizados com essa figura inesperada no jantar. Mas ele não é apenas bonito, é educado, gentil, e aí vocês já podem ver o que vai se seguir não é mesmo?!

   Esse "romance" no início parece clichê, mas as coisas vão tomar um rumo diferente, não por conta deles, mas sim por um contato inesperado de James, depois de tanto tempo sem dar notícias, sem nem sequer ter ligado para saber de sua filha. Nesse momento as coisas vão descarrilhar, vão ficar mais tensas e nos vamos ficar nervosos! Gente, vocês não sabem a raiva que senti de James, até mesmo da Claire em alguns momentos. James assume uma personalidade repulsiva. Não posso falar muito moas para não soltar spoilers (risos). Mas posso dizer que minha raiva da Claire passou, porque pude ver o crescimento pessoal dela, a diferença dela no começo do livro e no final, ela se tornou uma pessoa mais forte e eu adorei isso! Fiquei tipo: UAU, sua maravilhosa!!!
" - Ninguém sabe o quanto é forte, até precisar ser." 
   A escrita de Marian é bem dinâmica e ao mesmo tempo não (desculpem a contradição kkk), a autora parece conversar com a gente em praticamente todos os momentos, mas alguns momentos eu ficava "entediada" porque queria saber logo os diálogos mas ficava enrolando com pensamentos da personagem, mas de certa forma entendo que é necessário, só poderia enrolar um pouco menos. Mas no geral eu gostei muito, principalmente do crescimento pessoal da Claire, vamos vê - la se reerguer, tomar as rédeas de sua vida e se tornar uma mulher mais forte!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Um mais um - Jojo Moyes

  Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou. Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno prodígio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá? Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de veraneio por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio. Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.
   Por incrível que pareça esse foi o primeiro livro que li da autora Jojo Moyes, porém já havia assistido ao filme " Como eu era antes de você" adaptação do livro dela (que não li), e já tinha me emocionado bastante, apesar de algumas críticas pessoais que tenho sobre a história. E percebi que essa autora adora mexer com nossos sentimentos, e ela mexeu com os meus na leitura desse livro! 
   Realista em muitos pontos, mas que nós ensina muito sobre ter esperança, sobre ser honestos, sobre família, sobre recomeços... Vamos conhecer uma família com uma constituição fora do padrão, onde uma mãe (Jess) cria sua filha Tanzie, um prodígio da matemática, seu enteado gótico e calado chamado Nick, um cachorro bem grande e babão, Norman. Uma família diferente, com uma rotina caótica, enfrentando a cada dia a dificuldade de pagar as contas e conseguir sobreviver.
"É isso que não entendo. Não entendo como a nossa família pode basicamente fazer a coisa certa e sempre acabar na merda. Não entendo como a minha irmãzinha por ser brilhante, meiga e um verdadeiro gênio e, ainda assim, agora acordar chorando e ter pesadelos, e preciso ficar acordado na cama ouvindo a minha mãe atravessar o patamar da escada às quatro da manhã para tentar acalmá-la."
   Jessica Thomas largou os estudos cedo porque engravidou de Marty, seu marido depressivo que está vivendo nada casa da mãe (há 2 anos!). E desde que Marty foi embora ela luta todos os dias para conseguir pagar as contas da casa, dando faxinas e trabalhando em um pub a noite. Uma centelha se esperança se acende quando Tanzie recebe uma bolsa de estudos em uma escola particular, uma bolsa de 90%, bastante generosa, mas ainda assim, Jess não é capaz de pagar pelo restante da mensalidade.
   Pela primeira vez na vida Jess resolve fazer uma loucura para ajudar sua filha: ir á uma Olimpíadas de matemática do outro lado do país, em um carro velho, sem seguro. E eles vão receber uma ajuda mais que especial de Ed Nicholls, um milionário da área de tecnologia, que está sendo investigado por uso de informações privilegiadas.

   E aí, quando essa viagem começa, é hora de quebrar as más impressões que Jess tem de Ed e hora de Ed saber um poucos mais sobre a moça que limpa sua casa de veraneio. É hora de quebrar preconceitos e paradigmas. Já é uma grande surpresa Ed ajudá-los sem pedir nada em troca, simplesmente dar uma carona que vai durar três dias. Uma viagem com contratempos, comidas estragadas, nervosismos, ansiedade... E que vai trazer sentimentos inesperados dentre tantas coisas pelas quais essas pessoas dentro daquele estão passando.
   É como uma flor que nasce em um local inesperado, o sentimento de carinho e companheirismo, como aquelas pessoas se envolvem para ajudar umas as outras. Uma família tão conturbada, passando por tantos problemas foi o que mais me emocionou, porque apesar disso tudo, de seu enteado ter sido espancado pelos vizinhos e a preocupação de que Tanzie pode ter o mesmo futuro, Jess luta para mudar isso, ela tem esperança de que as coisas podem melhorar. Ela tenta manter o otimismo na vida e isso abala o sr. Nicholls, porque ele não costuma ser muito otimista, principalmente na situação em que sua vida se encontra.
   Superação, cooperação, amizade, amor, generosidade é o que encontramos nesse livro. Ed se supera, finalmente faz algo de bom para o próximo, dá a um adolescente desiludido confiança, ajuda a recuperar e refazer, e faz Nick ver do que ele é capaz.
   Eu achei que seria um livro clichê: uma família em dificuldades, principalmente financeiras, conhece um milionário e tudo dá certo no final... NÃO! Foi diferente, surpreendente! Eles vão descobrir juntos como superar os problemas da vida, e ainda sair por cima. Jess aprende que pode finalmente relaxar um pouco e deixar alguém ajudá-la. Depois de tanto desgosto com Marty (acreditem, vocês vão morrer de raiva dele!) ela poderá contar com alguém.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A viajante do tempo - Diana Gabaldon

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

   Olá pessoal, tudo bem? Estou tão encantada com esse livro que nem sei bem como começar a resenha. É um livro complexo, bem recheado de aventuras, romance, dúvidas, um contexto histórico muito grande, o que me encantou demais, entre outras coisas que me deixaram apaixonada pela história.
   Claire é enfermeira e acabou de sair de uma guerra na qual serviu com seus talentos no cuidado dos soldados; ela reencontra seu marido depois de tanto tempo longe durante a guerra. Para recomeçar, eles embarcam em uma segunda lua de mel na Escócia, onde seu marido Frank Randall descobre mais sobre sua árvore genealógica passada.
   Durante uma exploração perto das pedras de Craigh na Dun, após ter presenciado um ritual um tanto curioso, Claire se encanta pela diversidade de plantas, e o que elas podem fazer, as funções que pode ter para tratar de um ferimento, por exemplo; mas ela não poderia imaginar o que vem a acontecer naquele círculo de pedras. Claire é levada para longe, muito longe... Mas não longe em distância e sim no tempo! Ela é transportada para 200 anos atrás. Uma Escócia total diferente, com normas sociais, comportamento mais selvagem e bem menos sensível.
   A primeira "recepção" a Claire não é lá das melhores. É recebida por um soldado inglês que tenta estuprá-la. Sim gente, isso mesmo. Mas esse soldado não é ninguém menos, ninguém mais do que um antepassado de seu marido, com o qual tem uma semelhança física muito grande e é claro que isso contribui para a confusão e perplexidade de sua mente.
   Ela é resgatada por um clã escocês , os MacKenzie. E é levada pelas estradas, sob o cuidado desses homens que não sabem se podem exatamente confiar nela. Acham que ela pode ser uma espiã inglesa ou francesa. Claire por sua vez elabora uma história para explicar o porquê estar naquele lugar sozinha, já que não pode dizer a verdade, pois quem acreditaria?!
   Jamie, um jovem escocês, forte, corajoso e ao mesmo tempo dócil e protetor, que nos encanta durante todo o livro, faz parte do clã MacKenzie e fica sob os cuidados de Claire para curar seu braço machucado, mas além disso eles começam a se conhecer melhor e se entender, se entender de verdade; ele percebe que ela é generosa, e ela vê o quão delicado um homem daquele tamanho pode ser (risos).
"Jaime, no entanto, era algo diferente. Sua extrema delicadeza não era de forma alguma insegurança; ao invés disso, era uma promessa de uma força conhecida e contida sob rédeas; um desafio e uma provocação mais notável ainda pela ausência de reivindicação."
   Todos os homens juntamente com Claire rumam para o castelo Leoch, onde está o restante do clã e o chefe do mesmo. Lá ela será interrogada novamente sobre suas origens, o que a levou àquele lugar, porquê e etc. Com os dias se passando ela é vigiada de perto, e assume a função de cuidar das pessoas do castelo e arredores pela sua fama de "médica"  e excelente no cuidado com pessoas. Acaba se distraindo muitas vezes, descobrindo mais sobre o poder das plantas daquela região e como utilizá-las.
   Aos poucos entra em uma rotina no castelo, como se estivesse se encaixando ali, porém ela planeja maneiras de fugir dali e voltar aos círculo de pedras e retornar para sua vida, seu marido, seu tempo...
"Era muito gratificante ser capaz outra vez de aliviar a dor, restaurar uma junta, consertar danos. Assumir responsabilidade pelo bem-estar de outras pessoas me fez sentir mens vitimada pelos caprichos de um destino impossível que me trouxera até ali- e agradecia a Colum por isso."
*Colum - chefe do clã Mackenzie

   Quando parte do clã é enviado em uma viagem para arrecadar impostos, Claire é levada junto com eles para que possa se encontrar com a tropa inglesa e tentar explicar sua história e voltar a Craigh na Dun. Nessa viagem vão acontecer tantas reviravoltas, vai ter tanta emoção, aventura, Claire irá se aproximar mais de Jaime e ganhar a amizade de alguns.
"- Não precisa ter medo de mim- disse serenamente- Nem de ninguém aqui, enquanto eu estiver com você - Soltou a mão e virou-se para a lareira."
   Os sentimentos dela oscilam, dúvidas começam a permear a sua mente quando se apaixona por Jaime. As coisas mudam totalmente de figura: o que fazer agora? Será que deve voltar e assumir suas responsabilidades como esposa de Frank? Ou ficar com Jaime, que também ama tanto?!
   Me apaixonei por esse casal, pela forma como o Jaime será tão protetor com ela, irá se por em risco por ela sempre, pondo ela em primeiro lugar. Eles são engraçados, apaixonantes. Tem "cenas" no livro em que eu fiquei definitivamente suspirando, com um sorriso bobo no rosto com tanto carinho, cuidado, proteção, amor... Ela vai descobrir as mágoas e segredos que esse rapaz de juba vermelha esconde e ela depositar nele sua confiança.
"- Acho que... é que você tem um jeito de me dizer que sente muito sem me fazer sentir pena de mim mesmo." 
"Não era de admirar que fosse tão bom com cavalos, pensei indistintamente, sentindo seus dedos acariciando-me suavemente atrás das orelhas, ouvindo as palavras tranquilizadoras e incompreensíveis. Se eu fosse um cavalo, deixaria que me conduzisse para onde quisesse."
"- Durma agora, mo duinne, ninguém vai lhe causar mal, eu estou aqui." 
   O livro é de uma complexidade tão grande que sempre será deixado de lado algum ponto. Porém foram muitos os pontos positivos dele, a carga histórica é bem legal, principalmente para quem gosta, como eu (risos), e é um livro bem completo na minha opinião pois ele contém aventura, um romance cativante e quente, sem deixar de ser fofo, história, fantasia,  confusões, festas, fala até um pouco sobre a igreja católica naquela época, sua influência, e etc. Enfim, que livro rico de informações! (risos)
  Isso é só a ponta do iceberg que "A viajante do tempo " pode nos mostrar, indico o livro com certeza! Embarquem nessa viagem incrível.
"E se o seu futuro fosse o passado?"

   E para completar nossa alegria tem série de TV!!! É muita felicidade né?! A série já está com 2ª temporada lançada, vou deixar aqui o trailer da 1ª temporada para quem se  interessar.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O primeiro último beijo - Ali Harris

 “O primeiro último beijo” conta a história de amor de Ryan e Molly, de como eles se encontraram e se perderam diversas vezes ao longo do caminho. Na primeira vez em que eles se beijaram, Molly soube que ficariam juntos para sempre. Seis anos e muitos beijos depois, ela está casada com o homem que ama. Mas hoje Molly percebe quantos beijos desperdiçou, porque o futuro lhes reserva algo que nenhum dos dois poderiam prever…Esta história comovente, bem-humorada e profundamente tocante mostra que o amor pode ser enlouquecedor e frustrante, mas também sublime. Na mesma tradição de P.S. Eu Te amo e Um Dia, O Primeiro Último Beijo vai fazer você suspirar e derramar lágrimas com a mesma intensidade. 

   Olá pessoal! Como vocês estão? Estou com um pouco de dificuldades de saber como começar essa resenha, parece que estou tendo uma ressaca literária. Não sei o que pensar, ou estou pensando demais, minha cabeça está lotada de pensamentos e sentimentos que afloraram por causa desse livro. Eu sempre digo que os livros nos ensinam, nos trazem experiências que vamos levar para a vida, que eles são nossos amigos e tudo mais. "O primeiro último beijo" é a prova de tudo isso que falei e mais um pouco. Quantos ensinamentos eu pude adquirir ao longo dessas 445 páginas, quantos sentimentos eu desfrutei: AMOR (com certeza está em primeiro lugar), gratidão, afeição, amizade, negação, decepção, alegria,  tristeza, aceitação...Enfim, foi um mar de coisas e sentimentos. Espero conseguir transmitir a vocês, leitores, um pouco do que é esse livro e um pouco do que eu senti, sei que não serei 100% eficiente pois é muito difícil descrever histórias como a de Ryan e Molly.
"Quando se passa pelo que passei, quando se aposta tudo no amor - e se perde -, nunca se é a mesma de novo. Não de verdade."
   Ryan é um cara doce, simpático, risonho, alegre, esportivo, uma pessoa que nasceu para o verão... Molly é tímida, se esconde atrás de sua câmera fotográfica, através da qual vê o mundo de sua forma preferida, não é nem um pouco sociável, que adora manter a pose de inatingível socialmente, não acredita muito no amor... Até Ryan chegar, é claro! Eles se conhecem a algum tempo porém por conta de maus entendidos e circunstâncias da vida demoram a se conhecer de verdade. Mas quando Molly baixa a guarda e se deixa levar pelos encantos daquele rapaz tão sorridente e alegre, ela começa a ver a vida de uma forma diferente, e a vê-lo de forma diferente, já que teve uma péssima primeira impressão dele após um primeiro beijo desastroso na frente de todo mundo. Ele irá fazê-la vê-lo diferente quando se encontram "por acaso" de férias em Ibiza, Molly com suas amigas (Casey e Mia) e Ryan com seu irmão e amigos.
   Depois disso a vida deles é diferente. Eles vão descobrir juntos o que é o amor de verdade, Molly mais ainda, na minha visão, já que nunca foi uma pessoa muito afetuosa, e que detesta demonstrações públicas de afeto. Vai conhecer a família nada espalhafatosa e amigável de Ryan, a família Cooper! Eles são demais, sempre super otimistas e bem humorados. E Ryan vai conhecer mais a "Molly do contra" e sua amiga Casey, super doída, baladeira, namoradeira e uma comédia, e como elas são inseparáveis (sério, elas são MUITO amigas, do tipo que tem uma música juntas e se chamam de BFF haha)! Vai conhecer a pequena família da Molly, mais calma e pacata que a os Cooper, mas ainda assim adoráveis ao seu modo.
   Um casal tão apaixonado que pouco depois de começarem a namorar sério já estão indo morar juntos. Mas, como sempre, existem problemas, todos os casais passam por problemas, não poderia ser diferente. Molly sempre sonhou com uma vida diferente da que está sendo moldada agora com Ryan, está tomando rumos diferentes. E a insatisfação dela, seu desejo de querer mais e mais, de ser mais livre e conhecer mais do mundo causa danos ao relacionamento. Danos esses que logo serão reparados, Molly não consegue pensar em sua vida sem Ryan ao seu lado deixando meias largadas por toda a casa,deixando papéis espalhados por todo canto... Simplesmente não dá mais para ficar se ele.
"Você pode escolher transformar arrependimentos em lições que mudam seu futuro. Acredite, estou realmente tentando fazer isso. Mas a verdade é que estou falhando. Porque tudo que consigo pensar é: talvez eu mereça. Talvez esse seja meu castigo." 
   Mesmo com todos os problemas e crises, é impossível não ver o amor entre eles, mesmo ficando com raiva da Molly por querer mais do que já tem. É impossível ver Ryan sem Molly e vice-versa. o destino lhes prepara uma surpresa, uma surpresa nada agradável que pega todos de surpresa, inclusive nós leitores, ficamos indignados, estagnados nas páginas, incapazes de aceitar o que está acontecendo... Eu entrei em negação durante a leitura, não sabia como continuar a leitura, mas pensei que poderia ser mentira, que teria outra saída... Não sei nem como explicar a vocês.
"(...) as lembranças são o que permanece conosco para sempre, não coisas ligadas a elas. Eu achava que tirar fotografias me faria enxergar melhor as coisas congelar o momento, lembrá-lo para sempre. Mas percebo que a única maneira de fazer isso é viver o momento, não ficar atrás de uma lente."
   Ali Harris fez uma construção de história bem diferente, embaralhando as histórias de anos atrás, fora de ordem cronológica, mas que foi construindo a história em nossa cabeça, admito que foi um pouco confuso essa "ordem" mas que mesmo assim ela se fez compreender (e como fez!) e nos fez sentir. A autora faz o leitor conhecer Ryan e Molly e se apaixonar por eles, por sua história de amor, faz a gente perceber e acreditar que SIM, o amor muda as pessoas, o amor é capaz de muitas coisas, de nos fazer ser pessoas melhores, de nos moldar, no faz abrir mão e ficar felizes com isso pelo simples fato de ver o outro feliz! Me envolvi tanto com eles, como há muito não acontecia, eu me peguei com os olhos cheios de lágrimas prontas para escapar. Foi como se realmente os conhecesse... Sei que irei guardar esses personagens para sempre e tudo que aprendi nesse livro.
"Desejo que todos vocês beijem seus entes queridos agora e saboreiem o beijo, e todos os outros que se seguirem. Porque, quando você sabe que os beijos são finitos, que cada beijo que você dá o leva para mais perto do adeus, fica imaginando por que perdeu tantos."
   


        Grande beijo pessoal! 


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Orgulho e preconceito - Jane Austen

 
 Então, eu finalmente li "Orgulho e preconceito"! E preciso fazer uma fazer uma confissão a vocês, espero que não me odeiem por isso, mas admito que minhas expectativas não foram alcançadas. "Mas então você não gostou?!". Negativo, eu gostei MUITO, mas por ser um clássico tão conhecido e amado por tantas pessoas, acho que me deixei levar demais pelas expectativas, talvez daqui um tempo eu venha mudar de opinião. Foi um livro que me trouxe um "clima" agradável, uma tranquilidade, mas que ao mesmo tempo também me fez refletir sobre o próprio tema do livro, o orgulho e o preconceito, principalmente o preconceito, a situação que se passa no livro para quebrar o preconceito, não só mexe com nossa protagonista, mas com certeza mexeu muito comigo, com minhas opiniões, meus pensamentos e até nos momentos que não estava lendo, eu me pegava pensando sobre o assunto. E acho incrível isso, porque realmente consigo perceber que me trouxe ensinamentos e me fez amadurecer também, assim como os personagens.
   Por ter sido na própria época, por uma autora que não estudou sobre aquela época, mas que viveu aquilo, podemos sentir com muito mais força as normas sociais, as regras de decoro seguida com mais rigidez, as características do momento com mais intensidade do que em outro romances de época. Com certeza para quem gosta de romances de época como eu, é uma experiência muito agradável, me acrescentou muito, ampliou meus pensamentos sobre aquele momento histórico em que se passa a trama.
"Quanto a inteligência, Darcy era o mais dotado. A inteligência de Binlgey não era de modo algum deficiente, mas a de Darcy era superior. Era ao mesmo tempo arrogante, reservado e exigente, e os seus modos, embora educados, não eram convidativos."
   Elizabeth é a segunda mais velha de cinco filhas mulheres do sr. e sra. Bennet. Ela é mais inteligente, talvez não tão bonita quanto sua irmã mais velha Jane. Ela é a favorita do pai, um homem um tanto curioso na minha opinião, vive arrependido pelo casamento que não o faz feliz, por conta da sua mulher ser bastante fútil.
   Elizabeth conhece o sr. Darcy quando o sr. Bingley vai morar nas redondezas e começa uma amizade com a família Bennet. A repulsa entre os dois é quase que instantânea, pelo orgulho de Darcy e o preconceito de Elizabeth. O modo como os dois vão quebrando os preconceitos e se conhecendo melhor através de encontros com amigos e etc, é um processo lento mas que vai criando grandes resultados principalmente no coração da srta. Bennet. A imagem de um sr. Darcy turrão, orgulhoso e malvado é quebrada, dando lugar a um sentimento muito lindo.
"Tal mudança em um homem tão orgulhoso provocou não só espanto, mas também gratidão - pois só podia ser atribuída ao amor, ao amor ardente; e como tal a impressão que nela causou era do tipo que se dava para encorajar, pois não era de modo algum desagradável, embora não pudesse ser definida com precisão."
   Durante a trama conhecemos pessoas muito desagradáveis (de verdade!) como o sr. Collins, primo do sr. Bennet. Houve momentos que dava vontade de estapiar esse ser (kkk). Ficamos chocados com as maluquices das irmãs mais novas, princialmente Lydia, tão fútil quanto a mãe, incorrigível!
   Acho que a resenha é mais um desabafo do que uma resenha, já que todos já conhecem a história. E também devo admitir que tive um pouco de dificuldade no ínicio da leitura por conta da linguagem, o livro foi publicado pela primeira vez em 1813.
   O filme foi lançado em 2006 e já vi alguns pedaços mas não consegui ver tudo ainda, mas parece ser ótimo também, vou deixar o trailer aqui para vocês!

      Grande beijo pessoal!
   

domingo, 3 de julho de 2016

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar - Sarah MacLean

   Olá pessoal! Tudo bem? Acabei de ler um romance de época com uma personagem com ideias um tanto diferentes do comum, uma mocinha que parece estar, como chamamos hoje em dia, na crise da meia idade, questionando sua vida, querendo fazer coisas mais ousadas... Bem, conheçam Calpúrnia Hartwell.
   Callie (como prefere ser chamada) tem 28 anos, já enfrentou uma década de temporadas fracassadas, sempre esquecida no canto dos salões de baile, juntamente com as solteironas, grupo o qual ela sente fazer parte agora, e não se sente nem um pouco feliz com essa realidade. Com uma aparência totalmente comum, olhos castanhos comuns, cabelos castanhos comuns, uma silhueta um tanto avantajada. Ela não enxerga sua aparência além disso. Considerada pacata, passiva, sempre educada demais, dentro das convenções e regras de decoro.
   Quando Mariana, sua irmã mais nova,considerada a beldade Allendale, recebe um pedido de casamento irrecusável, de um grande partido, o duque de Rivington,e ainda por cima por amor, a casa Allendale entra em festa, principalmente por parte da mãe delas. Porém, no jantar que reúne as famílias para comemorar tal acontecimento, Callie e Benedick, irmão mais velho de Callie, são os que sofrem nas garras da família com o assunto casamento, e no caso de Callie, o assunto de sua solteirice, tratada sem nenhum tipo de cerimonia ou delicadeza. Benedick é um irmão adorável, atual conde de Allendale, após a morte do pai, foi um confidente de Callie, um amigo.
   Benedick sem querer querendo, deu ideias a irmã, encorajou-a a fazer coisas inapropriadas para um dama. Callie já cansada de tanto ser educada e passiva monta uma lista, uma lista com nove itens, coisas que ela gostaria de fazer caso isso não arruinasse sua reputação. Na verdade, é um tanto engraçado os itens da lista, como beber uísque, fumar charuto, esgrimir e beijar apaixonadamente, espera aí, beijar? Sim pessoal, beijar! Ela nunca foi beijada e aos 28 anos de idade, ela quer fazer isso. Por que não, já que tanto tempo sendo tão comportada não conseguiu um casamento?
   Sua aventura começa e começa pelo mais ousado, que seria beijar, Calpúrnia se arrisca no meio da noite para procurar o maior libertino de Londres para lhe pedir um beijo! Nesse encontro eles farão um acordo, de que Callie ajude Gabriel, marquês de Ralston, a lançar sua irmã recém descoberta na alta-roda, e Gabriel dê o que ela lhe pede.


"Podia ir para a cama, se afogar em xerez e lágrimas e passar o resto da vida não apenas se arrependendo de sua inação, mas - pior - sabendo que todos a consideravam passiva. Ou podia mudar."  
   Juliana, irmã do marquês, é uma moça doce, e rapidamente ela e Callie se tornam amigas e a proximidade entre as duas também causa proximidade entre ela e Gabriel. Ele vai influenciar e muito nos acontecimentos da lista. Fazendo com que eles se envolvam cada dia mais, fazendo-a se sentir mais viva, mais ousada, mais dona de si e claro mais apaixonada por ele! Ele que não acredita no amor por ver seu pai sofrer tanto por amor e ter visto sua mãe abandoná-los sem dó nem piedade, vai descobrir que amor pode ser generoso, pode ser bom. Vai descobrir que Callie é mais do que uma moça sem graça e educada. E nós vamos nos apaixonar por esse casal, que ás vezes briga, ás vezes estão bem de novo...
"Seu coração ficou apertado ao perceber que Gabriel fora parte integral dessa nova Callie, audaciosa, aventureira, que ele havia guiado por cada item no papel. Ela mudara para sempre por causa dele." 
   O único ponto que me incomodou um pouco foi a sensualidade do romance, achei sensual demais, mas acho que vai de gosto, eu prefiro um pouco menos sensual, então me incomodou um pouco, achei que poderia ter sido com um pouco mais de conversa e tudo mais, mas também entendo que faz parte da história já que lady Calpúrnia estava passando por momentos de se descobrir, se sentir mais feminina. Uma coisa que percebemos é o quanto ela pode ser insistente, determinada, corajosa! Não há nada de passivo nela, ela não é apenas uma mocinha sem graça de nome extravagante, ela pode e se tornou muito mais do que isso. Ela foi ousada até mesmo para os tempos atuais, imaginem para aquela época, onde as regras eram muito mais rígidas com as moças!
   Esse livro é o primeiro da trilogia "Os números do amor".

sexta-feira, 24 de junho de 2016

P.S.: Ainda amo você - Jenny Han

Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários. Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam. Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.
   Olá pessoal! Tudo bem com vocês? Estou em um clima muito fofo por conta da leitura da continuação de "Para todos os garotos que já amei", voltar para esse mundinho da Lara Jean é tão bom, deixa a gente leve e sonhadora...
   O livro irá dar continuidade ao romance de Lara Jean e Peter, que agora é mais que um faz de conta, uma brincadeira entre eles, eles vão embarcar em uma coisa nova e diferente, mais nova ainda para a Lara Jean, que nunca esteve em um relacionamento sério antes. O envolvimento deles é fofo, meigo, engraçado, do tipo que nós faz suspirar enquanto lê. Sério, toda hora eu ficava rindo a toa durante a leitura.
    "Fecho os olhos e finjo estar dormindo, e só vejo o rosto de Peter. Não sei o que exatamente quero dele, para que estou pronta. Se é para o amor sério e pra valer de namorados, se é para o que tivemos antes, diversão e uns beijinhos aqui e ali, ou se é para alguma coisa entre essas duas opções. Mas sei que não consigo tirar o rosto de menino bonito dele da cabeça. O sorrisinho que Peter dá quando diz meu nome, o jeito como às vezes me esqueço de respirar quando ele está perto." 
   É tão bonito ver eles construindo um relacionamento, um carinho um com o outro, o jeito como Peter trata Kitty (irmã mais nova de Lara Jean), e claro que ela fica encantada com isso, suas irmãs são muito especiais para ela. Eles conseguem entrar em uma rotina agradável como fazer a lição de casa todo dia juntos na lanchonete, ir para a escola juntos. Tudo parece estar se encaixando até que eles tem de lidar com um escândalo, que irá abalar a relação deles, principalmente pela interferência que Genevieve (ex-namorada de Peter e ex-amiga de Lara Jean) tem nesse escândalo.
   Lara Jean se vê insegura por perceber que Peter ainda é muito ligada a Gen, ela tenta ser forte e segura nas atitudes com Peter, mas no fundo fica se fazendo perguntas, se sentindo insegura e com medo de que ele ainda goste dela. E ao decorrer do livro vamos observar de perto o amadurecimento dela, é tão legal isso, ver a personagem crescer, amadurecer, ficar mais segura e confiante.
"Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento. E sei também que, de certa forma, tenho o poder de magoá-lo e também de fazê-lo se sentir melhor. Essa descoberta me deixa com um sentimento esquisito no peito, por motivos que não sei explicar." 

   Com Margot (irmã mais velha) ainda longe, na faculdade, Lara Jean sente mais ainda que precisa ser independente, crescer sozinha. E para confundir mais ainda as coisas, Jonh MacClaren aparece, depois de tanto tempo, ele foi um dos meninos que recebeu a carta de Lara Jean no livro anterior e aparece um tanto "atrasado" digamos assim, mas começa a mexer com o coração dela.
   Há momentos em que amamos o Peter Kavinsky e tem umas que tenho vontade de pular no livro e dar uns tapas nele (risos). São muitas fases a superar nesse romance e senti que estava passando por isso junto com a Lara Jean, de tanto que nos envolvemos.
"Meu pai disse que Peter não é o único garoto no mundo. Sei que é verdade, claro que é verdade. Mas veja meu pai. Minha mãe era a única garota no mundo para ele. Se não fosse, ele já teria encontrado outra pessoa.Talvez também esteja tentando proteger seu coração.Talvez sejamos mais parecidos do que imaginava." 

  Acho que a palavra que define essa história é "FOFO", não consigo pensar em outra palavra, definição mais adequada. Foi um livro leve de se ler e para nossa alegria a Jenny Han anunciou um terceiro livro que não estava previsto e claro que isso me deixou saltitando de alegria, para saber mais da Lara Jean, mais sobre essa doçura de história.
"Coloco a mão no peito dele, em cima do coração. Consigo senti-lo batendo. Afasto a mão. O coração dele é meu, só meu. Eu acredito agora. É meu para cuidar e proteger, é meu para partir." 

Notícia publicada pela Intrínseca sobre o terceiro livro: Always and forever, Lara Jean.
        Grande beijo!